
Milena TeixeiraColunas

A orientação do Planalto sobre a crise com evangélicos após o Carnaval
Palácio do Planalto tem orientado os demais integrantes do governo a evitar responder a provocações e a permitir que o assunto perca força
atualizado
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Na tentativa de contornar a crise envolvendo lideranças evangélicas e a homenagem recebida pelo presidente Lula no Carnaval, integrantes do Palácio do Planalto têm orientado membros do governo adotem cautela em relação ao episódio.
A recomendação de ministros do núcleo palaciano é que os demais auxiliares evitem rebater declarações e provocações da oposição, permitindo que o tema perca força e “esfrie” nos próximos dias.
Ao serem questionados, os auxiliares de Lula devem reforçar a ideia de que a escola teve total liberdade para construir o enredo da homenagem.
Auxiliares do petista reconhecem que o desfile da Acadêmicos de Niterói pode ter aberto uma crise com parte do eleitorado evangélico, segmento com o qual o presidente já enfrenta dificuldades de diálogo.
Como mostrou o Metrópoles, bolsonaristas tem criticado a ala do desfile “Neoconservadores em conserva”, que apresentou uma fantasia em formato de lata com o rótulo estampando a imagem de uma família.
Os aliados do ex-presidente Jair Boslonaro (PL) avaliam a representação como “inaceitável” e como “uma humilhação ao povo evangélico”.
Nos bastidores, ministros também admitem que o governo se preocupou apenas com eventuais implicações jurídicas, sem avaliar adequadamente o impacto político que o desfile poderia gerar, especialmente em ano eleitoral.






