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Milena Teixeira

A orientação do Planalto sobre a crise com evangélicos após o Carnaval

Palácio do Planalto tem orientado os demais integrantes do governo a evitar responder a provocações e a permitir que o assunto perca força

19/02/2026 02:00, atualizado 19/02/2026 06:15
Dilson Silva/ Agnews
Imagem colorida do presidente Lula e o prefeito do Rio, Eduardo Paes

Na tentativa de contornar a crise envolvendo lideranças evangélicas e a homenagem recebida pelo presidente Lula no Carnaval, integrantes do Palácio do Planalto têm orientado membros do governo adotem cautela em relação ao episódio.

A recomendação de ministros do núcleo palaciano é que os demais auxiliares evitem rebater declarações e provocações da oposição, permitindo que o tema perca força e “esfrie” nos próximos dias.

Ao serem questionados, os auxiliares de Lula devem reforçar a ideia de que a escola teve total liberdade para construir o enredo da homenagem.

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Lula
Lula foi homenageado por escola de samba
Presidente Lula e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra
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Presidente Lula e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra

Miva Filho/Governo de Pernambuco
Lula
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Lula

Reprodução/Instagram
Lula foi homenageado por escola de samba
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Lula foi homenageado por escola de samba

Ricardo Stuckert/PR

Auxiliares do petista reconhecem que o desfile da Acadêmicos de Niterói pode ter aberto uma crise com parte do eleitorado evangélico, segmento com o qual o presidente já enfrenta dificuldades de diálogo.

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Como mostrou o Metrópoles, bolsonaristas tem criticado a ala do desfile “Neoconservadores em conserva”, que apresentou uma fantasia em formato de lata com o rótulo estampando a imagem de uma família.

Os aliados do ex-presidente Jair Boslonaro (PL)  avaliam a representação como  “inaceitável” e como “uma humilhação ao povo evangélico”.

Nos bastidores, ministros também admitem que o governo se preocupou apenas com eventuais implicações jurídicas, sem avaliar adequadamente o impacto político que o desfile poderia gerar, especialmente em ano eleitoral.