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Matheus Leitão

Nova coluna, velho compromisso com o jornalismo sério e ético

Começo, nesta segunda-feira (7/9), a publicar minha coluna no Metrópoles

07/09/2026 14:40
Arte/Metrópoles
Capa do livro Em Nome dos Pais, de Matheus Leitão

Começo hoje uma nova etapa na minha carreira no jornalismo. Minha coluna passa agora a ser publicada pelo Metrópoles.

Trago comigo uma trajetória de mais de uma década como colunista. Estreei no G1, onde escrevi de 2015 a 2020. Depois, segui para a Veja. Foram anos de muito trabalho, grandes histórias e uma relação cada vez mais próxima com os leitores. Nesse período, minha coluna chegou à liderança de audiência da revista, superando inclusive as tradicionais colunas de notas da publicação.

Agora, essa história continua no Metrópoles — e de forma ainda mais ampla. Além da coluna, participarei diariamente do programa Agora Metrópoles, exibido das 14h30 às 16h, ao lado do jornalista Rafael Campos. Também comandarei um programa semanal de entrevistas com personalidades da cultura, da música popular brasileira e da literatura.

São 26 anos dedicados ao jornalismo. Antes de me tornar colunista, fui estagiário, repórter, editor de política e repórter especial no Correio Braziliense, na revista Época, no iG e na Folha de S.Paulo. Denunciei casos de corrupção e irregularidades envolvendo juízes, desembargadores, ministros do STJ e do STF, ministros de Estado, prefeitos, governadores e presidentes da República. Alguns deles perderam seus cargos. Outros foram presos. Reportagens que tiveram desdobramentos importantes no cenário nacional.

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Em outras palavras, tenho uma lupa atenta sobre os Três Poderes.

Mas uma parte muito especial da minha trajetória está ligada à defesa dos direitos humanos e ao enfrentamento dos crimes da ditadura. Sou o único jornalista brasileiro vivo a ter entrevistado os torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Antônio Waneir Pinheiro de Lima.

Em meu livro-reportagem Em Nome dos Pais (foto em destaque), revelei os nomes do delator e de três dos torturadores de meus pais, os também jornalistas Marcelo Netto e Miriam Leitão. A obra chegou ao teatro, tornou-se uma série documental da HBO e agora caminha para as telas do cinema.

Também ajudei a descobrir onde havia sido enterrado o desaparecido político Epaminondas Gomes de Oliveira. Mais recentemente, fiz reportagens que tiveram destaque sobre o caso de assédio contra a ministra Anielle Franco, no atual governo Lula, e sobre a obra e o assassinato de Bruno Pereira, o maior indigenista do Brasil.

O trabalho dessas quase três décadas me levou a conquistar alguns dos principais prêmios do jornalismo brasileiro e latino-americano, entre eles três prêmios Esso, o Embratel, o Vladimir Herzog e o prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa. Distinções que me levaram à Universidade de Berkeley, na Califórnia, uma das cinco mais bem pontuadas do mundo, como visiting scholar no curso de jornalismo investigativo liderado por Lowell Bergman e a produzir o TEDx  O poder do diálogo e do perdão .

Chego feliz a esta casa, agradecido a Lilian Tahan e à sua equipe, cheio de ideias e com a mesma disposição de sempre para investigar, informar, analisar e conversar com os leitores.

Muda a casa. O compromisso com o jornalismo sério e ético permanece. Sempre.

Mãos à obra.