Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Matheus Leitão

Mulheres querem mais tecnologia no combate ao feminicídio, aponta pesquisa

Entre 13 áreas da segurança pública, combate ao feminicídio foi o mais citado pelas mulheres na pesquisa, com 18%

21/09/2026 06:00
Imagens de câmera de segurança
Mulheres querem mais tecnologia no combate ao feminicídio, aponta pesquisa

Pesquisa da Quaest em parceria com a Pax, empresa brasileira do setor de segurança pública, pediu aos entrevistados que apontassem, entre 13 áreas, aquela em que a tecnologia mais poderia ser útil. Entre as mulheres, a mais citada foi o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, com 18%, à frente da busca por pessoas desaparecidas (10%). As demais 11 áreas ficam entre 2% e 8%. Entre os homens, o tema aparece com 10%, atrás do combate a facções criminosas (12%).

As mulheres também percebem mais o avanço da violência: 76% dizem que ela aumentou muito nos últimos dois anos, ante 63% dos homens. E avaliam pior o trabalho da polícia no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher: 45% o consideram negativo, contra 33% dos homens. 

Entre elas, 93% acreditam que câmeras ligadas a ferramentas de inteligência artificial podem ajudar nessa frente. No conjunto da população, 86% são favoráveis ao uso de ferramentas de inteligência artificial na segurança pública, e os contrários são apenas 9%: 5% se dizem totalmente contra e 4%, mais contra do que a favor.

O apoio à tecnologia não exclui outras frentes. Educar melhor e dar mais oportunidade aos jovens é considerado uma forma efetiva de melhorar a segurança pública por 93%, o mesmo percentual das câmeras de monitoramento integradas à IA e ao trabalho policial.

O levantamento entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 12 e 15 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total e de 3 pontos para cada sexo, com nível de confiança de 95%.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles