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Matheus Leitão

Lula atinge menor intenção de voto no Bolsa Família e deixa vácuo

Lula caiu 20 pontos percentuais no segmento, segundo pesquisa BTG/Nexus; Flávio encontra resistência sólida, Augusto Cury tem baixa rejeição

10/09/2026 07:00
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT METROPOLES

Os dados da nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta semana mostram que a liderança do atual presidente Lula entre os brasileiros beneficiados pelo Bolsa Família alcançou o menor percentual desde o começo do levantamento. Segundo a pesquisa, Lula tem 51% das intenções de voto do segmento. No final de julho, eram 70%. O recorte da pesquisa é inédito e foi enviado com exclusividade para a coluna.

A desidratação do atual presidente abre espaço para a oposição e alternativas de terceira via. Veja como estão Flávio Bolsonaro e Augusto Cury a seguir:

Flávio Bolsonaro (Potencial de 38% e Rejeição de 59%): O candidato do PL tem 26% da intenção de voto no 1º turno entre usuários do Bolsa Família e acumula um potencial de voto total de 38% entre os beneficiários (soma de 19% que dizem ser o “único em quem votaria” com 19% que “poderiam votar nele”). Contudo, Flávio enfrenta uma barreira de resistência considerável: 59% dos beneficiários afirmam que “não votariam nele de jeito nenhum” (contra 49% entre os não beneficiários). Apenas 3% declaram não conhecê-lo.

Escritor Augusto Cury (Potencial de 33% e Rejeição de 24%): Cury atinge 10% das intenções de voto de 1º turno entre os beneficiários do Bolsa Família e consolida um potencial de voto de 33% (15% de voto exclusivo e 19% de voto possível). O grande trunfo do escritor no grupo é a baixa rejeição: apenas 24% dizem não votar nele de jeito nenhum — o menor índice entre os nomes testados. Além disso, 39% dos beneficiários ainda declaram não conhecê-lo, indicando margem para crescimento. Chama a atenção o fato de Cury registrar mais que o dobro de eleitores convictos (“único em quem votaria”) entre os beneficiários (15%) do que entre os não beneficiários (6%).

“O desafio da oposição, no entanto, é saber quem consegue capturar esse eleitor descontente. Enquanto Flávio Bolsonaro tem pouco espaço para crescer, com 59% de rejeição no segmento, Augusto Cury surge como um nome de baixíssima rejeição e surpreendente apelo convicto entre os mais pobres, posicionando-se como uma alternativa palatável para o eleitor que quer se afastar do governo, mas resiste ao bolsonarismo”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, empresa que entrevistou, por telefone, 2.002 pessoas entre os dias 04 e 07 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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