Economia e combate à corrupção pesam no voto evangélico, aponta pesquisa
Recorte inédito da BTG/Nexus mostra que 37% dos evangélicos citam a economia na escolha para presidente; 33% apontam acusações de corrupção

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus aponta que o eleitorado evangélico define seu voto presidencial fundamentado principalmente no desempenho econômico e na pauta de combate à corrupção. É o que mostra recorte exclusivo do levantamento enviado à coluna.
De acordo com os dados, 37% dos fiéis evangélicos declaram que a economia do Brasil é o fator principal para a escolha do seu candidato no primeiro turno, enquanto 33% apontam as acusações de corrupção como o motivo decisivo.
A saúde pública e a segurança pública também exercem peso relevante sobre esse público, mobilizando 27% e 26% dos eleitores evangélicos, respectivamente.
A rejeição a um candidato indesejado atua como motor de voto para 25% dos entrevistados desse segmento, superando a educação pública (19%) e a situação financeira pessoal (11%). Apenas 9% do segmento evangélico não soube ou não quis responder.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A motivação do voto evangélico combina a sensibilidade ao custo de vida com um forte apelo de moralidade pública”, pontua Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Trata-se de um eleitor atento à inflação e aos rumos do país, mas que simultaneamente reage com rigor a denúncias de corrupção e preza por pautas de segurança e saúde. A narrativa capaz de unir eficiência econômica e credibilidade ética é a que encontra maior ressonância nesse grupo”, conclui.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.000 pessoas entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.




