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Mario Sabino

Reeleger Lula é insistir no erro; votar em Flávio é mudar de erro

As entrevistas dos candidatos presidenciais ao JN mostraram que não temos chance de dar certo, se formos depender de Lula ou de Flávio

31/08/2026 11:32, atualizado 31/08/2026 11:47
Reprodução/TV Globo
Lula e Flávio Bolsonaro em sabatina no Jornal Nacional -- Metrópoles

Lula mentiu descaradamente na entrevista ao Jornal Nacional, como apontei, e Flávio Bolsonaro também o fez. Mas não foi o fato de o filho de Jair enrolar o indistinto público sobre a sua relação com Daniel Vorcaro que mais chamou a atenção.

O que saltou aos olhos foi o despreparo de Flávio Bolsonaro. Ele está mais para malandro de praia do que para senador da República (sou um romântico).

Fugiu não apenas das perguntas sobre o financiamento do filme Dark Horse, como de todas as outras que exigiriam respostas minimamente técnicas, ou até falsamente técnicas, como a de quais medidas adotar para diminuir o rombo governamental causado pelo governo Lula.

Eu me pergunto se, nos encontros com banqueiros e empresários, Flávio Bolsonaro apresenta a mesma névoa mental da sua entrevista ao Jornal Nacional.

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Pensando bem, talvez seja preferível para o pessoal da Faria Lima que se eleja um candidato com névoa mental do que alguém com convicções tão claras quanto erradas.

De todo modo, as entrevistas dos candidatos presidenciais ao Jornal Nacional mostraram que não temos a menor chance de dar certo, se formos depender dos dois favoritos a inquilino do Palácio do Planalto.

Reeleger Lula é insistir no  erro; eleger Flávio Bolsonaro é colocar um especialista em drible de corpo na presidência da República. Muita gente está disposta a votar no filho de Jair apenas para mudar de erro. Compreendo.

Ronaldo Caiado seria a opção razoável, já disse aqui, mas a forma com a qual ele se comunica é antiga, jamais alcançará o eleitorado com menos de 40 anos. Renan Santos? Peço perdão por não conseguir levar a sério.

É que tenho este julgamento inflexível: o sujeito diz que o Brasil precisa ter bomba atômica para ser respeitado, eu risco do meu caderninho. Do que o Brasil precisa para ser respeitado é de saneamento básico.

Quanto a Augusto Cury, não consigo nem dizer que não consigo levar a sério, apesar de ele estar causando certa sensação nas redes sociais e de ter ultrapassado Ronaldo Caiado e Renan Santos na preferência do eleitorado, de acordo com a pesquisa BTG/Nexus.

O escritor de livros de autoajuda passou de 2% para 11% das intenções de voto em apenas uma semana. A ver o que dizem as outras pesquisas.

Aparentemente, Augusto Cury é forte candidato a escrever outro livro de autoajuda, agora com base na sua vasta experiência eleitoral.