Mario Sabino

O tarifaço doido de Trump é fruto do enredo louco de Lula, Jair e STF

Evitar cutucar o louco Trump era o caminho a seguir por quem tem sanidade. Mas sanidade é o que também falta a Lula, Jair Bolsonaro e STF

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump - Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump é desenlace previsível de um enredo escrito por Lula, Jair Bolsonaro e STF.

Donald Trump é o que é: um louco populista com métodos mafiosos e convicções imperialistas que remontam há 200 anos. Sobre isso, países como o nosso não têm o que fazer, a não ser evitar cutucar o louco. É o caminho seguido por quem tem alguma sanidade.

Até ontem, o Brasil vinha passando razoavelmente ileso pela sanha tarifária do presidente dos Estados Unidos, mas Lula continuou a provocar irresponsavelmente o sujeito com o antiamericanismo crônico da esquerda infantil, com o perdão do pleonasmo. Dado assombroso: o presidente brasileiro é o único líder de uma nação que se quer relevante que nunca procurou Donald Trump para uma conversa, no segundo mandato do inquilino da Casa Branca.

O antiamericanismo de Lula atingiu o seu ponto mais agudo ao transformar o país em garota de programa da Rússia e da China. A pretexto de defender o multilateralismo, o governo brasileiro topou fazer o serviço completinho para os gigolôs de Pequim e de Moscou.

Não bastassem as molecagens do esquerdismo infantil, entrou em cena Jair Bolsonaro, mais especificamente o filho dele, Eduardo, que se mudou para os Estados Unidos para cutucar o louco americano no sentido contrário.

Sem vergonha do americanismo capacho característico da direita subdesenvolvida, as vivandeiras alvoroçadas do bolsonarismo queriam que Donald Trump punisse severamente os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que armaram o bote para prender Jair Bolsonaro, aliado político do presidente americano.

Como Donald Trump é doido, o que eles conseguiram espetacularmente foi punir com um tarifaço, o método preferido do sujeito, os empresários brasileiros que compõem a base de apoio empresarial do seu pai. E não acredite, leitor, que o impacto sobre a economia brasileira será pequeno, como querem fazer crer os suspeitos de sempre.

As vivandeiras alvoroçadas do bolsonarismo foram pegas de surpresa, claramente. Mas se viram obrigadas a exibir o ato do patrão americano como troféu, sob pena de assumir que desconheciam os riscos embutidos na sua aventura e talvez não conseguir a punição pretendida aos ministros do STF — que não deixarão de condenar Jair Bolsonaro porque Donald Trump assim exige.

Quando ao Supremo Tribunal Federal, temos um tribunal que, sob a justificativa de defender a democracia brasileira contra o bolsonarismo, vem conduzindo processos eivados por arbitrariedades contra desafetos políticos e contra jornalistas críticos aos seus maus modos.

Em atos de censura não menos do que desavergonhados, o STF atingiu, inclusive, cidadãos americanos residentes em seu país, ferindo a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos e esta que é, em qualquer latitude, a matéria-prima das big techs americanas, aliadas de Donald Trump: a liberdade de expressão. O Supremo Tribunal Federal ignorou os sucessivos sinais de alerta que vieram de Washington. Preferiu iluminar o seu palácio de verde-amarelo, como se a sua empáfia fosse ato de soberania.

O enredo é todo insano, e Lula espera surfar em uma onda nacionalista por causa do tarifaço de Donald Trump, revertendo a queda da sua popularidade para chegar mais competitivo em 2026.  Contra a irracionalidade populista do presidente americano, teremos o oportunismo populista do presidente brasileiro. Parabéns a todos os envolvidos nessa tragicomédia.

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