O impeachment de Moraes é exigência de milhões de eleitores
Não se deixe levar pelos balões de ensaio lançados na imprensa para tentar livrar Alexandre de Moraes do impeachment

Não se deixe levar por quem lança balões de ensaio via imprensa para tentar contornar o impeachment de ministros do STF. Mais especificamente de um deles: Alexandre de Moraes.
O país já não suporta mais um tribunal que extravasa o seu leito constitucional, e a ação exemplar a ser empreendida com urgência é tirar Moraes do STF. Ele concentra em si os aspectos mais deletérios de uma corte abusiva.
A permanência de Moraes no tribunal é, neste momento, mais danosa do que a de outros ministros, o que não significa atestado de impunidade aos demais suspeitos.
Os balões de ensaio lançados no sentido de substituir o impeachment do interlocutor de Daniel Vorcaro por iniciativas reformistas do Judiciário devem ser abatidos. As duas coisas não são excludentes. São complementares.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesÉ impensável também trocar a anistia a Jair Bolsonaro e a dos implicados no 8 de janeiro pela impunidade do ministro.
Para além da ilegitimidade intrínseca a esse escambo, a liberdade do ex-presidente e de partidários seus é prioridade de bolsonaristas, não da maior parte dos que decidiram votar na oposição a Lula.
Os balonistas tentam vender mais vento: o de que, no caso de Flávio Bolsonaro vir a ser eleito, abrir o processo de impeachment de Moraes prejudicará o encaminhamento de pautas econômicas fundamentais.
É vento porque um governo com bancada forte terá condições de implementá-la, e porque, se quisermos sair do mau caminho, o STF não pode continuar a ter uma agenda de chantagem contra o Legislativo, e isso inclui os processos contra deputados e senadores em tramitação no tribunal.
Brasília gosta de passar a ideia de que é irresponsabilidade fazer a coisa certa. Irresponsável é trair a vontade dos milhões de eleitores que votaram massivamente em senadores que prometeram não medir esforços para retirar do STF um ministro que ultrapassou todos os limites éticos.
Se o tribunal se recusa a expurgá-lo por meio do seu regimento, que os senadores o façam de acordo com a Constituição. É o que a sociedade quer. É o que a sociedade exige.

