Mario Sabino

Lindbergh Pedrinho arma o seu bodoque contra Michelle Bolsonaro

O petista Lindbergh decidiu montar um dossiê contra Michelle Bolsonaro para responder a ataques contra a mulher de Lula. Sujeito grandioso

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Michelle Bolsonaro com microfone
1 de 1 Michelle Bolsonaro com microfone - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A política brasileira é notável pelos seus personagens grandiosos, seja à esquerda como à direita. Veja só o caso do deputado federal Lindbergh Farias, líder da bancada do PT na Câmara, e a sua iracúndia com Michelle Bolsonaro.

O moço já não tão moço decidiu enviar ofícios à Polícia Federal, à Casa Civil e à Controladoria-Geral da República, nos quais pede informações sobre a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Viagens, gastos, investigações sobre Michelle Bolsonaro: Lindbergh quer saber tudo o que existe contra ela para montar um dossiê e, assim, responder na mesma moeda a ataques dos bolsonaristas contra a mulher do presidente da República, Janja.

“Cada requerimento contra Janja, nós vamos apresentar dois contra Michelle Bolsonaro. A turma da rachadinha com cartão corporativo não tem moral. Vamos para cima”, avisou Lindbergh Farias nas redes sociais.

Fiquei esperando um segundo post de Lindbergh Farias sobre cartão corporativo, já que ele tocou no assunto. Achei que o nosso corajoso Pedrinho fosse anunciar que, para marcar gloriosamente a ida da sua doce namorada Narizinho para o ministério, Lula abriria o sigilo de 100 anos que impôs sobre os gastos com cartão corporativo — gastos ocultos que aumentaram, aliás, no terceiro mandato do petista.

Como todo político brasileiro, porém, Lindbergh Pedrinho Farias não parece preocupado em manter limpo o próprio terreiro, antes de atirar com o seu bodoque na sujeira do terreiro vizinho.

O meu amigo Balzac, que andou me frequentando no carnaval, escreveu que “para um homem apaixonado, toda mulher vale o que ela lhe custa”. Na minha visão desapaixonada de pagador de impostos, eu só gostaria que o meu dinheiro fosse mais bem mal gasto pelas primeiras-damas.

Explico: eu ficaria conformado por um ou dois minutos se, depois de quatro ou oito anos de gastança, as mulheres dos presidentes saíssem um pouco menos ignorantes das viagens internacionais. Se elas se tornassem menos deselegantes nos modos e nas roupas. Se ficassem menos parecidas com os seus respectivos.

A coisa ficaria um tantinho com cara de investimento em educação e não tanto com jeito de fatalidade existencial — aquela apontada pelo compadre La Rochefoucauld, de que há poucas mulheres honestas que não estejam cansadas de seu ofício. À esquerda e à direita, acrescento.

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