X, de Elon Musk, defende vídeo de Zema com IA e rebate acusações de Lulinha
Plataforma diz que animação é sátira e pede rejeição de recurso de Lulinha para retirar vídeo que o chama de “Messi da impunidade”

A plataforma X defendeu a manutenção de um vídeo do presidenciável Romeu Zema (Novo) feito com inteligência artificial e rebateu as acusações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de que a publicação o associa a crimes.
Em manifestação, o X pediu que seja rejeitado o recurso do filho do presidente Lula para retirar o conteúdo do ar.
O vídeo publicado por Zema simula um diálogo entre Lula e Lulinha sobre investigações e supostas interferências para beneficiar o filho do presidente.
Produzido com IA, o vídeo apresenta Lulinha como o “Messi da impunidade” e também inclui referências ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraSegundo a rede social, a expressão é uma opinião crítica, em tom humorístico, sobre investigações que não resultaram em responsabilização.
A empresa contesta a alegação de que o vídeo apresenta esses episódios como prova de culpa e destaca que o próprio personagem menciona arquivamentos e anulações.
“O vídeo não esconde do espectador que as investigações foram arquivadas ou anuladas, sem condenação — esse é, justamente, o mote da sátira. A expressão “Messi da impunidade”, que o Agravante reputa ofensiva, nada mais é do que juízo de valor crítico, formulado em tom humorístico, sobre fatos públicos que o próprio vídeo expõe por inteiro, como as investigações sucessivas, ao longo de duas décadas, que não resultaram em responsabilização”, afirmam os advogados do X.
O X também rebate a acusação de que o vídeo associa Lulinha ao tráfico de drogas. Segundo os advogados, a cena em uma estufa de cannabis faz referência a notícias sobre uma investigação no STF que envolve o filho do presidente e uma empresa do setor de cannabis medicinal.
“Com efeito, em nenhum momento o vídeo menciona tráfico, comércio ilícito ou qualquer atividade criminosa relacionada à substância. Mais do que isso, a referência tem lastro direto em fato noticiado e objeto de apuração formal. Segundos antes (0:25), o próprio vídeo reproduz manchete jornalística real sobre a nova investigação envolvendo o Agravante, com menção expressa a cannabis medicinal e a tráfico de influência”, argumenta a defesa.
Meta
A Meta também pediu a rejeição do recurso de Lulinha. A empresa responsável pelo Instagram afirma que cabe ao tribunal avaliar se o vídeo viola direitos antes de determinar sua retirada.
Enquanto o X defende o conteúdo como sátira, a Meta concentra sua argumentação nas exigências para remover a publicação.
A companhia também contesta o pedido de informações sobre o alcance do vídeo e eventuais pagamentos para divulgá-lo. Segundo a empresa, esses dados são protegidos por sigilo e só podem ser fornecidos mediante ordem judicial específica.

