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Manoela Alcântara

Vorcaro e ex-presidente do BRB divergem sobre origem de carteiras do Master em acareação.

O ministro Dias Toffoli tirou o sigilo dos vídeos dos depoimentos e da acareação de Vorcaro e Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (29)

29/01/2026 19:48, atualizado 29/01/2026 19:50
Reprodução/STF
Vorcaro e ex-presidente do BRB divergem sobre origem de carteiras do Master em acareação

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa divergiram durante acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 30 de dezembro de 2025.

O ministro Dias Toffoli tirou o sigilo dos vídeos dos depoimentos e da acareação, nesta quinta-feira (29/1). 

Durante o confronto das versões, Vorcaro declarou que o Master anunciou a venda de “originadores terceiros”. “A Tirreno nem eu mesmo sabia, naquela ocasião, se não me engano, o nome Tirreno. A gente a conversar algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização que seria carteiras originadas por terceiros e não carteiras próprias”, afirmou.

Já o ex-presidente do BRB informou não saber que a origem das carteiras era outra que não o Master: “O meu entendimento que eu coloquei aqui mais cedo é que eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente”.

Em seguida, Vorcaro afirmou que “não tem essa informação de ser revendida pelo Master“. “Sabia que eram carteiras, naquela ocasião, dos mesmos originadores que faziam originação para o Master. Ou seja, era ambiente de clientes que já faziam parte do nosso ambiente do Credcesta. Mas não especificamente tinham sido originados por nós”, relatou.

Segundo as investigações, o Master teria vendido ao BRB supostas carteiras de crédito falsas da Tirreno, empresa que seria de fachada. O BRB pagou R$ 12 bilhões.

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Costa declarou que, “na nossa visão, eram créditos originados pelo Master, vendidos em algum momento e que estavam sendo recomprados“. Segundo o ex-presidente do BRB, a instituição seguiu comprando as carteiras até abril de 2025 e parou quando identificou “padrão documental diferente”.

“A partir daí é que a gente começou a questionar quem eram os originadores específicos. E aí, ao longo do mês de maio, recebemos a informação de que eram créditos originados pela Tirreno”, pontuou.

Veja a íntegra da acareação: