
Urnas são ligadas no TSE para auditoria durante a votação de domingo.
Segundo o TSE, testes feitos desde 2002 nunca apontaram diferença entre os votos digitados e os resultados impressos pelas urnas

As urnas eletrônicas que serão usadas no teste de integridade foram ligadas na tarde deste sábado (3/10), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sala onde será realizada a auditoria também foi lacrada. O teste ocorrerá neste domingo (4/10), durante a votação.
De acordo com o tribunal, para verificar se as urnas registram corretamente os votos, equipamentos reais são previamente selecionados e recolhidos dos locais de votação.
Enquanto os eleitores votam normalmente em todo o país, essas duas urnas separadas recebem votos registrados em cédulas de papel previamente preenchidas, com a participação de partidos políticos e entidades fiscalizadoras. O procedimento é filmado e auditado.
Os votos digitados durante essa simulação servem apenas para a auditoria e não entram na apuração oficial da eleição.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraO secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, afirmou que os testes de integridade das urnas eletrônicas nunca registraram divergência entre os votos digitados e os resultados impressos.
Segundo ele, a auditoria é realizada desde 2002, no primeiro e no segundo turno das eleições, em todas as unidades da Federação.
“A diferença é que, no que diz respeito a essas que são escolhidas aleatoriamente, a gente sabe exatamente quais foram os votos que foram inseridos, porque nós filmamos. Então, a gente compara os votos que foram inseridos com o resultado que é impresso e assim a gente garante que a urna sempre dá o resultado que é exatamente a somatória dos votos que foram dados durante o dia”, explicou.
Zerésima
Mais cedo, neste sábado, o TSE emitiu a zerésima e confirmou que o banco de dados não possui nenhum voto registrado para presidente e vice-presidente.
O relatório comprova que não há votos previamente registrados nesse banco de dados.
Na cerimônia, o tribunal também conferiu se os sistemas instalados são os mesmos que passaram pela fiscalização e foram assinados digitalmente antes das eleições. Segundo o TSE, não foram encontradas irregularidades.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, esteve presente, mas não fez pronunciamento. Também participaram representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e do Parlamento do Mercosul.
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