Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Manoela Alcântara

TSE e Google lançam campanha para rastrear deepfakes de candidatos

Ferramenta do YouTube identifica conteúdos que reproduzem a aparência dos candidatos e permite solicitar a remoção de vídeos

26/08/2026 20:41, atualizado 26/08/2026 21:06
Vinícius Schimidt/Metrópoles
Teste da Urna eletrônica - Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google lançaram, nesta quarta-feira (26/8), uma campanha para incentivar candidatos nas eleições deste ano a utilizarem uma ferramenta do YouTube capaz de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial que reproduzam suas imagens.

Chamada de Detecção por Semelhanças, ou Likeness ID, a tecnologia busca vídeos publicados na plataforma e avisa o usuário ao identificar possíveis reproduções de sua aparência.

Para utilizar o recurso, o candidato precisa ter mais de 18 anos e uma conta no YouTube. Também é possível criar uma conta exclusivamente para acessar a ferramenta.

Após aceitar os termos de uso, o usuário passa por uma verificação de identidade, que exige o envio de um documento oficial e o registro de imagens do rosto em foto e vídeo. Com essas informações, o YouTube cria um registro da aparência da pessoa.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara

O processamento pode levar até dois dias. Depois dessa etapa, a plataforma passa a buscar conteúdos que reproduzam a aparência cadastrada e envia uma notificação caso identifique possíveis correspondências.

“Tenho a certeza de que a união dos setores público e privado, em prol dos valores democráticos, é uma das mais significativas expressões do texto constitucional”, afirmou o presidente Kassio Nunes Marques.

Plataforma

Ao receber o alerta, o candidato poderá analisar o conteúdo e, se considerar que houve uso indevido de sua imagem, solicitar a remoção. O pedido será examinado segundo as políticas de privacidade do YouTube, e o vídeo poderá ser retirado do ar se houver violação das regras da plataforma.

O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, afirmou que a empresa avaliará as denúncias com base nas regras do YouTube.

“Nós avaliamos cada denúncia com base nas políticas de privacidade do YouTube e, em caso de qualquer violação, o conteúdo é removido. Essa proteção vale para todo mundo, mas é ainda mais essencial para as mulheres, que costumam ser as maiores vítimas de ataques à imagem durante as eleições”, afirmou.