Pizzolato e Cerveró aparecem em lista de contas irregulares do TCU
Relação também inclui cineasta condenada por irregularidades em projetos financiados pela Lei Rouanet e pela Lei do Audiovisual

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró estão entre os nomes incluídos na relação de gestores com contas julgadas irregulares encaminhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A relação foi entregue pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, na tarde dessa terça-feira (4/8).
O documento reúne mais de 6,1 mil responsáveis, volume 3% menor que o registrado nas eleições municipais de 2024.
Pizzolato, segundo a relação, possui quatro condenações definitivas por contas julgadas irregulares, com registro de inelegibilidade até outubro de 2029. As decisões dizem respeito a licitações e contratos no BB.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraJá Cerveró possui uma condenação definitiva, com período de inelegibilidade até abril de 2029. O motivo da decisão consta como “sigiloso”.
A lista também inclui a cineasta Tizuka Yamasaki, que aparece com duas condenações definitivas por contas julgadas irregulares, com período de inelegibilidade até fevereiro de 2031.
Uma das condenações refere-se ao filme Gaijin II, financiado por meio da Lei Rouanet. A outra diz respeito a um filme de ficção financiado pela Lei do Audiovisual. Em ambos os casos, consta que não houve comprovação da regular aplicação dos recursos repassados pela União.
A inclusão na relação significa que o responsável teve as contas julgadas irregulares pelo TCU em decisão definitiva, da qual não cabe mais recurso. O documento é encaminhado ao TSE para subsidiar a análise de eventuais hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.
Nomes
A relação também inclui o ex-deputado federal Antônio Balhmann, com inelegibilidade registrada até março de 2027, e a deputada estadual da Bahia Jusmari Oliveira, ex-deputada federal, com período de inelegibilidade até abril de 2033.



