
Manoela AlcântaraColunas

Padre que Bolsonaro quer ver na prisão é arquiteto e fã de Dostoiévski
Paulo Marcelo Jordão da Silva está lotado na Diocese de Anápolis (GO), mas atua em Pirenópolis. Bolsonaro quer recebê-lo na Papudinha
atualizado
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O padre que Jair Bolsonaro (PL) pediu para ver na prisão é arquiteto, atua na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Pirenópolis (GO), e cita Dostoiévski nas redes sociais. Paulo Marcelo Jordão da Silva (foto em destaque) é o escolhido pela defesa do ex-presidente para atuar como integrante da Igreja Católica no aconselhamento religioso.
A defesa fez o pedido de visitas do padre ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro pede que o padre Paulo Marcelo vá ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha, assim como os evangélicos bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni (PL).
Embora esteja lotado na Diocese de Anápolis (GO), o padre Paulo Marcelo atua em Pirenópolis, na Igreja Matriz. O templo é dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Em 1727, uma imagem da santa foi levada a Pirenópolis e ela se tornou padroeira da cidade.
Nas redes sociais, o padre se identifica como arquiteto, urbanista, filósofo e teólogo. No Instagram, cita frase de Dostoiévski: “A beleza salvará o mundo”. Fiódor Dostoiévski, escritor e filósofo russo, defendia a profunda fé cristã e a liberdade individual através do sofrimento e da busca por Cristo.
Em 2020, o padre Paulo Marcelo criou uma vaquinha virtual para ajudar na conclusão da primeira etapa da construção da Capela Nossa Senhora Rosa Mística, em Anápolis (GO). A intenção era arecadar R$ 150 mil até o mês de dezembro no ano passado, mas a vaquinha virtual só atingiu R$ 1 mil até o momento.
