
Manoela AlcântaraColunas

Moraes reage após Magno Malta tentar visitar Bolsonaro sem autorização
Em relatório, a PMDF relatou a tentativa de ingresso do senador na Papudinha, onde Bolsonaro está preso, sem autorização judicial
atualizado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a visita do senador Magno Malta (PL-ES) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha por um motivo específico.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29/1) após o STF receber um documento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) relatando que Malta tentou ingressar no Complexo Penitenciário da Papuda sem autorização judicial.
Segundo a PM, o episódio ocorreu em 17 de janeiro, dois dias depois de Bolsonaro ter sido transferido para a Papudinha. Os policiais informaram ao senador que ele não poderia acessar a unidade por não possuir autorização do STF.
De acordo com os policiais, o senador bolsonarista foi avisado de que apenas familiares previamente autorizados têm direito à visitação regular e que quaisquer outras visitas — inclusive de autoridades — dependem de cadastro prévio e autorização judicial.
Ainda segundo os policiais, o senador questionou a restrição e afirmou, em seguida, que gostaria de realizar uma oração no 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM), pedido que também foi negado. O impasse teria se estendido por cerca de 30 minutos.
A coluna procurou o senador Magno Malta. Em nota, o parlamentar criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que não há respaldo nos atos praticados.
“Em nenhum momento houve tentativa de invasão, acesso irregular ou qualquer conduta incompatível com a lei durante a ida do senador Magno Malta, no dia 17 de janeiro, à unidade prisional da Papudinha, cujo objetivo foi exclusivamente obter informações sobre a situação do ex-presidente”, disse.
Magno Malta prosseguiu: “Caso houvesse qualquer tentativa de invasão ou acesso indevido, as consequências seriam imediatas, com intervenção da segurança e adoção das medidas legais cabíveis, o que, evidentemente, não ocorreu. O indeferimento, portanto, não se sustenta em fato concreto, mas revela uma decisão de natureza política. Infelizmente, isso não causa surpresa; apenas confirma um padrão de conduta que vem sendo reiteradamente observado”, completou.
Valdemar também tem visita negada
Na mesma decisão, Moraes também negou a visita de Valdemar Costa Neto a Bolsonaro. No caso do presidente do PL, o motivo é distinto: o dirigente figura como investigado em um processo que tramita no STF no âmbito do julgamento do núcleo 4 da trama golpista.
A investigação envolve uma suposta ligação do dirigente partidário com o engenheiro e presidente da empresa Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, condenado por participação na tentativa de golpe.
“A autorização de contato direto entre investigado e condenado em procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedada em decisão anterior”, escreveu o ministro.








