Moraes manda PF cancelar até passaporte diplomático de Flávio
Senador foi intimado pela PF nesta segunda-feira a entregar os documentos em 24 horas. Decisão também proíbe contato com Willer Tomaz
26/10/2026 17:48, atualizado 26/10/2026 17:53

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) cancele todos os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo o diplomático.
O candidato à Presidência nas eleições de 2026 foi intimado pela corporação na manhã desta segunda-feira (26/10) a entregar os documentos no prazo de 24 horas. A informação foi revelada pelo senador e confirmada pela coluna junto a fontes policiais.
A decisão também proíbe Flávio de deixar o país e de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Os investigadores encontraram, em dados armazenados na nuvem de Willer, um e-mail indicando que Flávio figurava como “usuário master” de uma conta vinculada ao advogado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraAlém do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou que a PF inclua um alerta migratório no sistema SONAR, utilizado pela corporação para o controle de entradas e saídas do país.
O ministro também ordenou que o Ministério das Relações Exteriores seja comunicado para adotar as providências necessárias.
O caso está em sigilo no STF.
Visita ao pai
Flávio afirmou, em vídeo, que foi intimado pela PF a entregar os passaportes ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse Flávio.
O senador afirmou que cumprirá a determinação, mas disse que nunca pensou em deixar o Brasil. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.
Na última sexta-feira (23/10), Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo, que o irmão deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado nas eleições. Segundo ele, Flávio ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

