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Manoela Alcântara

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições

TSE cobrou explicações sobre restrições à circulação de material da campanha do presidente Lula. Segundo empresa, houve falha global

13/10/2026 12:22, atualizado 13/10/2026 12:24
Ricardo Stuckert
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento da plenária com parlamentares, em Brasília

O Grupo Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarecimentos sobre restrições à circulação de conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa negou estar operando seus sistemas para favorecer determinados candidatos.

O documento, enviado nessa segunda-feira (12/10), atende a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que fixou um prazo de 48 horas para que a companhia explicasse sobre a rede de 255 perfis automatizados no Instagram.

A ação foi apresentada pela campanha de Lula, que denunciou uma sequência de episódios classificados pela empresa como “problemas técnicos”.

Segundo a coligação Brasil Pronto pra Mais, no entanto, essas falhas estariam afetando de forma desproporcional o desempenho digital do candidato petista.

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Ao TSE, a Meta afirmou que não tem responsabilidade sobre o conteúdo algorítmico.

“O Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados — razão pela qual não poderia ficar relegada a um tópico posterior: dela depende a correta leitura de todos os esclarecimentos técnicos que se seguem”, argumentou.

“Vale dizer: a mesma narrativa de favorecimento do adversário é invocada, simultaneamente, pelos dois polos da disputa — o que apenas confirma que se está diante de impressão subjetiva difusa, e não de conduta direcionada”, acrescentou a empresa.

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Empresa diz que houve falha global
Campanha de Lula acionou o TSE sobre entrega de conteúdo
Meta negou interferência nas eleições do Brasil
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Empresa diz que houve falha global
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Empresa diz que houve falha global

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Campanha de Lula acionou o TSE sobre entrega de conteúdo
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Campanha de Lula acionou o TSE sobre entrega de conteúdo

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De acordo com a Meta, a não há favorecimento para candidatos, partidos ou coligações.

“A isonomia eleitoral assegura regras uniformes de acesso e tratamento, não equivalência artificial de resultados. O que a inicial efetivamente postula — promoção artificial do alcance de um campo político — é precisamente o que romperia a isonomia que diz pretender restaurar, e o que a disciplina eleitoral veda”, diz.

A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze também determinou a preservação de registros técnicos de moderação, publicidade e distribuição de conteúdos.

Falha no sistema

Segundo a big tech, uma falha técnica global afetou o total de visualizações de postagens do petista. A empresa alegou que o problema não afetou a entrega dos conteúdos nem teve relação com a política brasileira.

A Meta afirmou que um incidente bloqueou os sistemas que contabilizam reproduções e novas reproduções dos Reels do Instagram das 15h50 às 20h49 de 7 de outubro. A peça alega que o conteúdo foi entregue, mas as contagens podem ter aparecido como zero ou travadas.

Segundo a empresa, o mesmo problema afetou o total de visualizações de criadores de conteúdo em mais de cem países naquela data.

“O episódio de 7 de outubro decorreu de falha global e transitória restrita à exibição do contador de visualizações, sem impacto na distribuição de conteúdos; que a distribuição da conta oficial do candidato da Representante, naquela data, esteve substancialmente acima de sua própria linha de base recente; e que não há qualquer evidência tecnicamente verificável de seletividade ou manipulação para favorecer ou prejudicar campanhas”, diz.