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Manoela Alcântara

Mendonça encaminhará à PF relatório paralelo da CPMI do INSS

Material da base governista será analisado pela PF no inquérito da Farra do INSS. Relator diz que análise cabe à corporação

09/04/2026 12:47, atualizado 09/04/2026 16:35
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro do STF André Mendonça

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou a interlocutores que encaminhará à Polícia Federal (PF) o relatório paralelo da base governista da CPMI do INSS.

O documento não chegou a ser votado, mas foi apresentado por parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite dessa quarta-feira (8/4) ao relator. A comissão foi encerrada sem a aprovação de um relatório final.

Mendonça destacou que não cabe a ele adotar providências sobre o conteúdo do relatório, pontuando que o material deve ser encaminhado à PF, responsável pelo inquérito da chamada Farra do INSS, que avaliará se os dados reunidos pelos parlamentares podem ser aproveitados.

Os documentos, por exemplo, não devem ser enviados à equipe da PF responsável pelo caso Master, já que a finalidade da CPMI era distinta.

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O relatório da base governista pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras 129 pessoas por suposto esquema de fraudes bilionárias que teria atingido cerca de 5 milhões de aposentados e pensionistas. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

Entre os citados estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como operador do esquema.

O Metrópoles já mostrou a lista completa dos indiciados.