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Manoela Alcântara

Malafaia acusa Moraes de covardia e elogia Fachin por devolver passaporte

Pastor diz que apreensão de seus bens tentou silenciá-lo e comemora arquivamento da investigação e ordem para devolver passaporte.

27/10/2026 18:12
DANILO M. YOSHIOKA/ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
Pastor Silas Malafaia discursa em trio elétrico antes de ser procurado pela Polícia Federal

O pastor Silas Malafaia elogiou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, por arquivar a investigação contra ele e determinar a devolução dos bens apreendidos, incluindo o passaporte. O religioso também acusou o ministro Alexandre de Moraes de covardia.

À coluna, Malafaia afirmou que a apreensão de seus pertences foi uma tentativa de silenciá-lo. Além do passaporte e do celular, o pastor disse que a Polícia Federal (PF) recolheu os cadernos teológicos dele.

Malafaia também elogiou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu o arquivamento por considerar insuficientes as provas para dar continuidade à investigação.

“Na covardia foi tomado meu passaporte. Perseguição para me calar, [perseguição] vergonhosa de Alexandre de Moraes. Eu já fiz críticas a Fachin, já fiz críticas duras a Paulo Gonet, mas, na hora de elogiar, tem que elogiar. Os caras foram justos. E deram um recado para Alexandre de Moraes, dos absurdos que ele está cometendo”, afirmou Malafaia.

A decisão de Fachin, assinada nessa segunda-feira (26/10), revogou as medidas cautelares impostas ao pastor, incluindo a proibição de deixar o Brasil, e determinou a devolução dos bens apreendidos na operação da PF de 20 de agosto do ano passado.

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Decisão

Fachin acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes da participação de Malafaia em uma articulação para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções dos Estados Unidos.

O pastor era investigado por suspeita de envolvimento no crime de coação no curso do processo, atribuído ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e ao jornalista Paulo Figueiredo.

Segundo a PGR, os dois atuaram junto a autoridades estrangeiras para tentar impor sanções a agentes públicos brasileiros e prejudicar o andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.

Ao acolher o pedido, Fachin destacou que cabe à PGR avaliar se há elementos suficientes para dar continuidade à investigação.

“Diante do arquivamento deste procedimento investigativo, deixa de subsistir fundamento para a manutenção da apreensão cautelar dos bens, uma vez ausente necessidade ou interesse em seu acautelamento para fins de apuração”, afirmou o ministro.

O caso chegou ao gabinete de Fachin após a saída do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News. Com a mudança, as investigações que ainda não haviam resultado em ações penais passaram à Presidência do STF.