Juiz manda Google apresentar nomes de pessoas que ligaram Flávio ao CV
Decisão determina que o Google forneça dados de responsáveis por contas ligadas a publicações que associaram Flávio Bolsonaro ao CV

O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, determinou que o Google apresente dados cadastrais dos responsáveis por três e-mails usados em publicações que ligaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Comando Vermelho (CV) nas redes sociais.
Em decisão proferida na tarde dessa terça-feira (5/5), o magistrado determinou que a plataforma informe quem está por trás de contas de e-mail com referências, nos arrobas, aos termos “comunista” e “antifascista” (veja nomes abaixo).
- Corvo Comunista
- Papo de Comuna
- Barricada Antifascista
A medida inclui nome completo, CPF, endereços, telefones e e-mails de recuperação. Além disso, Raposo Filho determinou que o Google forneça endereços IP dos usuários desde a data da publicação considerada irregular, em 1º de abril deste ano.
“Anoto que as informações são exclusivamente para fins instrutórios, naquilo que for tecnicamente possível e juridicamente disponível, consignando-se que a medida não importa inclusão da empresa no polo passivo nem antecipação de juízo acerca de eventual responsabilidade civil, nos termos do art. 22 da Lei nº 12.965/2014”, escreveu o magistrado, dando prazo de 15 dias para resposta.
O pedido ocorre após publicações afirmarem que Flávio, pré-candidato ao Palácio do Planalto, “não tem envolvimento só com milícias. Ele também tem envolvimento com o Comando Vermelho”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraAs postagens, feitas por ao menos cinco perfis no Instagram, traziam imagens do senador ao lado de investigados, como Rodrigo Bacellar e o ex-deputado TH Joias, citados em investigações relacionadas ao CV.
Flávio alegou que os argumentos publicados pelas páginas são falsos e extrapolam os limites da crítica política ao atribuir diretamente crimes ao parlamentar.
Conforme mostrou a coluna Metrópoles Grande Angular, as páginas citadas na ação deverão se abster de publicar o mesmo conteúdo, sob pena de multa de R$ 20 mil.
Em nota, o Google informou que não comentará a decisão.












