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Manoela Alcântara

Historiador diz que livro sobre Lázaro não será homenagem ao criminoso

Autor da obra diz que objetivo é registrar um fenômeno social, sem exaltar ou justificar os crimes cometidos por Lázaro Barbosa

26/06/2026 19:45
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Reprodução/PCGO
Lázaro Barbosa

O historiador Liandro Antiques, responsável por uma biografia que contará a história do serial killer Lázaro Barbosa, afirmou que a obra não busca homenagear, exaltar ou justificar os crimes cometidos pelo criminoso.

À coluna, o pesquisador explicou que o projeto tem caráter documental e investigativo e pretende compreender os fatores sociais, familiares, culturais e institucionais que marcaram a trajetória de Lázaro.

Segundo ele, a proposta também busca contextualizar os fatos e evitar que a história seja baseada apenas em especulações e informações incompletas.

“A história não se ocupa apenas dos exemplos de virtude, mas também dos episódios que desafiam a sociedade a refletir sobre suas próprias fragilidades e contradições. O projeto tem caráter documental e investigativo”, disse.

Liandro prosseguiu: “A proposta não é construir um mito, nem transformar um criminoso em protagonista admirável, mas registrar um fenômeno social que despertou interesse público e gerou inúmeras interpretações, muitas vezes baseadas em especulações e informações incompletas. Nesse sentido, o livro se insere no campo da pesquisa histórica e documental, comprometido com a apuração dos fatos, a contextualização dos acontecimentos e a reflexão crítica sobre suas consequências.”

Segundo o historiador, a obra também pretende fomentar o debate sobre exclusão social, violência, estrutura familiar, sistema prisional, segurança pública e os desafios enfrentados por comunidades do interior.

Liandro foi o responsável por pedir acesso a três inquéritos relacionados ao caso Lázaro, conforme mostrou a coluna.

Os três pedidos foram acolhidos por juízes das comarcas de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, que destacaram que, como os autos não tramitam sob sigilo, não há prejuízo às investigações com a liberação do material para fins de pesquisa histórica e documental.

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Buscas por Lázaro Barbosa mobilizaram forças policiais
Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança
Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança
Lázaro Barbosa era procurado por crimes
Lázaro Barbosa foi morto no dia 28 de junho de 2021
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Lázaro Barbosa foi morto no dia 28 de junho de 2021

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Buscas por Lázaro Barbosa mobilizaram forças policiais
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Buscas por Lázaro Barbosa mobilizaram forças policiais

Hugo Barreto/Metrópoles
Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança
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Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança

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Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança
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Buscas por maníaco mobilizou forças de segurança

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Lázaro Barbosa era procurado por crimes
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Lázaro Barbosa era procurado por crimes

Reprodução/PCGO

Projeto

A elaboração da biografia ocorre paralelamente a outro projeto sobre o caso, que deve ser divulgado nos próximos meses.

Uma produtora de São Paulo prepara a série documental Invisível — Os passos de Lázaro Barbosa. A produção, conduzida de forma reservada pelos diretores, ainda está em fase de pesquisa.

As duas produções avançam enquanto permanece arquivado o inquérito que investigou a morte de Lázaro, instaurado para apurar suspeitas de excessos cometidos por policiais militares durante a operação. A investigação foi encerrada sem esclarecer pontos considerados essenciais sobre a ação.

Lázaro morreu em 28 de junho de 2021. Durante a operação, os policiais efetuaram 125 disparos. A perícia localizou 14 projéteis no corpo do criminoso, embora ele tenha sido atingido por 38 tiros.

O serial killer ficou 20 dias foragido após assassinar quatro integrantes da mesma família em Ceilândia (DF). Em 9 de junho, Lázaro invadiu a chácara da família Vidal e matou Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, Gustavo Marques Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, de 15. A mulher de Cláudio, Cleonice Marques de Andrade, de 43 anos, foi sequestrada.

O corpo dela foi encontrado três dias depois, a poucos metros da residência, com um tiro na cabeça e indícios de violência sexual.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o Ministério Público identificou a ausência de diligências básicas, como a oitiva de testemunhas e os depoimentos dos próprios policiais envolvidos na ação. Também não constam nos autos laudos periciais considerados essenciais, como o exame cadavérico e o registro detalhado do local da morte.

Lázaro chegou a ser socorrido com vida antes de morrer no hospital, mas o inquérito não contém relatórios médicos completos. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios.