Foragido, Rei da Sucata é preso em shopping de São Paulo.
Líder de uma fraude fiscal bilionária, empresário estava foragido e foi preso em operação conjunta do MPMG e da Polícia Civil do Rio

O empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como Rei da Sucata, foi preso na noite deste sábado (7/11) no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo.
A prisão ocorreu durante uma operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).
Apontado como líder de um esquema bilionário de fraude fiscal, Rodrigo estava foragido e tinha mandados de prisão em aberto.
Antes da captura, autoridades migratórias dos Estados Unidos haviam informado à Polícia Federal (PF) que o empresário estava em território norte-americano.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraRodrigo fazia compras com a esposa em uma joalheria de luxo do shopping quando foi preso. Além do MPMG e da PCERJ, a operação contou com a participação do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Segundo investigadores, o Rei da Sucata deixou os Estados Unidos no início do mês passado, passando pelo México em um jatinho rumo ao Brasil. Ele já era monitorado havia algum tempo pelas equipes brasileiras.
O nome de Rodrigo aparece em investigações sobre movimentações financeiras ligadas ao Comando Vermelho (CV), especialmente a Antônio Ilário Ferreira, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Investigações
Os investigadores acompanhavam os passos do Rei da Sucata também pelas redes sociais da esposa, que publicava registros de uma vida de luxo.
Há três semanas, segundo apurou a coluna, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu duas aeronaves atribuídas a Rodrigo em outra investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
A apuração na capital federal investiga um esquema bilionário que envolveria empresas de fachada, movimentações financeiras suspeitas e lavagem de dinheiro.
Segundo os investigadores, o esquema começou em junho de 2021, com a abertura da primeira de 31 empresas noteiras — negócios de fachada criados para emitir notas fiscais falsas.
Em apenas 48 horas, uma dessas empresas chegou a emitir R$ 63 milhões em notas frias.

