
Manoela AlcântaraColunas

Foragido, Oruam vira réu revel por tentar matar delegado no Rio
Rapper é acusado de arremessar pedras contra delegado durante operação que cumpria mandado contra segurança de Doca, líder do CV
atualizado
Compartilhar notícia

O rapper Oruam, foragido da polícia há um mês, foi declarado réu revel em processo que tramita na Justiça do Rio sob acusação de tentar matar um delegado da Polícia Civil.
Oruam é réu nesse processo desde julho do ano passado, após ter arremessado pedras e acertado o delegado Moysés Gomes e um oficial de Justiça, em meio a uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão contra “Menor Piu”, menor de idade suspeito de atuar como segurança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”.
Filho de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho (CV), o rapper está foragido desde 3 de fevereiro, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus concedido a ele por violação da tornozeleira eletrônica — foram 28 registros em um período de 43 dias.
A medida de declará-lo réu revel — aplicada quando o acusado deixa de comparecer aos atos do processo e não informa endereço para intimação — foi decretada pela juíza da 3ª Vara Criminal, Tula Corrêa de Mello.
Com isso, o processo continuará tramitando normalmente, mas sem a presença do rapper nas audiências. A decisão ocorreu porque Oruam não compareceu à audiência de instrução realizada nesta segunda-feira (2/3).
“Decreto a revelia do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, considerando que o mesmo não compareceu a este ato, tampouco apresentou endereço para intimação, conforme redação do artigo 367 do Código de Processo Penal”, escreveu Tula.
Oruam, caso venha a comparecer a aeroportos ou postos de imigração para tentar deixar o país, deverá ser preso, já que a Polícia Federal (PF) foi comunicada para cumprir o mandado de prisão caso o localize, conforme mostrou a coluna.
Resistência
Conforme mostrou a coluna do Metrópoles de Fábia Oliveira, a defesa de Oruam já comunicou que o cliente não pretende se entregar.
Caso o artista seja preso, ele será encaminhado para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde deverá cumprir os procedimentos de praxe antes de eventual apresentação à Justiça, segundo informou a coluna de Lucas Pasin.










