Condomínio de Bolsonaro processa ex-assessor de Janones após ato com megafone. Veja vídeo
Condomínio afirma que ex-assessor entrou como visitante e usou acesso para protestar próximo à casa de Bolsonaro

O condomínio onde mora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, acionou a Justiça contra um ex-assessor do deputado André Janones (Rede-MG) após um protesto com megafone realizado nas proximidades da residência do ex-presidente.
Câmeras de segurança do Condomínio Solar Brasília mostram Bernardo Moreira Amado Barros ingressando no residencial por volta das 17h01 de 14 de novembro.
Segundo os advogados do condomínio, Barros entrou no local após informar na portaria que visitaria uma moradora.
A administração sustenta, porém, que ele utilizou a autorização para circular internamente pelo residencial e se dirigir às proximidades da casa de Bolsonaro, onde realizou o protesto com um megafone.
Imagens obtidas pela coluna mostram Barros ao lado de outras duas pessoas próximo à residência do ex-presidente, quando o grupo é abordado por um segurança do condomínio.
A data do protesto coincidiu com o fim do julgamento dos embargos de declaração de Bolsonaro, que à época cumpria prisão domiciliar. Uma semana depois, o ex-presidente foi preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica.
Registros de acesso apontam que Barros deixou o local às 18h14, após permanecer pouco mais de uma hora no residencial. A administração afirma que ele ingressou no condomínio com uma roupa e, ao longo da permanência no local, passou a usar outra.
“As palavras injuriosas e de baixo calão por ele proferidas ultrapassaram o mero dissabor, atingindo não apenas a coletividade condominial, mas, sobretudo, as famílias que possuem crianças em suas residências, gerando ambiente hostil e absolutamente incompatível com a boa convivência e configurando ato ilícito”, afirma a administração.
O condomínio pede que Barros seja impedido de utilizar o acesso ao residencial para circular pelas áreas internas ou se dirigir a imóveis para os quais não tenha autorização. Em caso de descumprimento, a administração solicita a aplicação de multa de R$ 50 mil.
A coluna não conseguiu localizar o ex-assessor.
Exonerado
Barros foi exonerado da função após invadir a transmissão de um programa da GloboNews e proferir um xingamento, pedindo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A exoneração foi assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Ele interrompeu uma entrevista do líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB). O ex-assessor ocupava um cargo de natureza comissionada e, em 2026, recebia salário de R$ 7.960,44.
O ex-assessor foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal (PLF), conforme mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular. Ele foi enquadrado pelo crime de perturbação do trabalho ou do sossego alheio.









