Calúnia a Lula: após defesa por escrito de Flávio, Moraes manda caso para PGR
Flávio Bolsonaro tinha depoimento à Polícia Federal marcado para esta terça-feira, mas enviou explicações sobre caso de calúnia por escrito

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o cancelamento do depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Polícia Federal, nesta terça-feira (28/7). Flávio falaria aos investigadores em inquérito no qual é investigado por praticar o crime de calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No entanto, o senador da República optou em não ir e encaminhou explicações à corporação por escrito. A defesa pediu que o documento com explicações fosse considerado suficiente. Agora, a PGR , que havia pedido o depoimento, tem 15 dias para se manifestar.
Na defesa por escrito, Flávio Bolsonaro alegou à PF que não houve crime de calúnia contra Lula em postagem feita pelo parlamentar. No documento, enviado à corporação nesta terça-feira (28/7), os defensores de Flávio afirmam que não houve ofensa contra o presidente da República e alegam que o texto escrito na rede social X foi mal interpretado.
Segundo argumentam os advogados, a postagem tinha duas frases independentes com destinatários distintos. Para eles, a menção de que o presidente seria citado em uma delação não constitui crime, enquanto a lista de ilícitos subsequente referia-se exclusivamente a Nicolás Maduro. O texto alega ainda que a investigação foi motivada politicamente por terceiros e carece de provas de intenção criminosa ou ofensas concretas.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraA justificativa se dá em âmbito de inquérito que tramita no Supremo contra Flávio. A apuração trata de publicação feita pelo senador em 3 de janeiro, no X, após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio prestasse depoimento à PF sobre o caso após manifestação da PGR. Mas a defesa protocolou explicações por escrito. Defendeu ainda o arquivamento do caso por ausência de justa causa.




