Manoela Alcântara

“Acharam que o corpo de Marielle seria descartável”, diz Anielle

Ministra Anielle Franco espera que o julgamento no STF sirva de exemplo para nenhum crime ficar impune no Brasil

atualizado

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Caso Marielle e Anderson: familiares e ministra concedem coletiva antes do início do julgamento no STF
1 de 1 Caso Marielle e Anderson: familiares e ministra concedem coletiva antes do início do julgamento no STF - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou, nesta terça-feira (24/2), em entrevista antes do julgamento, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), dos acusados de mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco, que este é um momento bastante difícil, mas que o julgamento serve para dar uma resposta ao Brasil e ao mundo.

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Antonio Franco, pai de Marielle, e Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes
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Anielle Franco
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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, e Luyara Franco, filha de Marielle
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Luyara Franco, Mônica Benício e Anielle Franco

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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, e Luyara Franco, filha de Marielle, no STF, em Brasília
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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, e Luyara Franco, filha de Marielle, no STF, em Brasília

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Luyara Franco, filha de Marielle, acompanha o julgamento do caso no STF, em Brasília
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Luyara Franco, filha de Marielle, acompanha o julgamento do caso no STF, em Brasília

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Luyara Franco, filha de Marielle
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Luyara Franco, filha de Marielle

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Luyara Franco, filha de Marielle, classificou o julgamento como "um marco no Brasil"
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Luyara Franco, filha de Marielle, classificou o julgamento como "um marco no Brasil"

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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco
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Ministra Anielle Franco
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Ministra Anielle Franco

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Anielle Franco, ministra e irmã de Marielle
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Anielle Franco, ministra e irmã de Marielle

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Anielle Franco, ministra e irmã de Marielle, aocmpanha julgamento do caso no STF, em Brasília
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Anielle Franco, ministra e irmã de Marielle, aocmpanha julgamento do caso no STF, em Brasília

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Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes
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Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes

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Marinete e Antonio Franco, mãe e pai de Marielle
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Marinete e Antonio Franco, mãe e pai de Marielle

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Marinete e Antonio Franco, mãe e pai de Marielle, acompanham julgamento do caso em Brasília
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Marinete e Antonio Franco, mãe e pai de Marielle, acompanham julgamento do caso em Brasília

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Luyara Franco, filha de Marielle, acompanha o julgamento do caso no STF, em Brasília
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Luyara Franco, filha de Marielle, acompanha o julgamento do caso no STF, em Brasília

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Marinete Franco, mãe de Marielle
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Marinete Franco, mãe de Marielle

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Familiares de Marielle Franco acompanham o julgamento do caso no STF, em Brasília
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Familiares de Marielle Franco acompanham o julgamento do caso no STF, em Brasília

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O crime contra a vereadora ocorreu em março de 2018 e provocou comoção nacional. O julgamento será realizado em duas sessões, e os quatro ministros da Turma definirão se os cinco réus são culpados ou inocentes pelo assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes.

“Nenhum crime deveria ficar impune no Brasil. Essa resposta que pode sair daqui do STF é para a democracia. É para aquelas pessoas que acham que juntar política com milícia e, infelizmente, com pessoas que estavam ali para servir o país — e que possivelmente estavam armando contra a vida deles [das vítimas] —, é para que se sirva de exemplo para que nenhum crime mereça ficar impune. Acharam que o corpo da minha irmã seria um corpo descartável”, disse Anielle.

Serão julgados dentro da ação que analisa o plano para mandar executar Marielle:

  • o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão;
  • o irmão dele e ex-deputado, Chiquinho Brazão;
  • o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa;
  • o ex-major da polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira; e
  • Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

Domingos, Chiquinho, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves tornaram-se réus por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, única sobrevivente do ataque ao carro da vereadora naquela noite de março de 2018.

O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, responde, com os irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.

Rito

Ao todo, mais de 30 advogados, além da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, pediram para acompanhar o julgamento dos supostos mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson no STF. A família de Marielle e de Anderson também estará presente, com espaço reservado na Corte.

O julgamento tem um rito de realização. Nesta terça-feira, quando começar, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma do STF, ministro Flávio Dino.

Na sequência, o relator, ministro Alexandre de Moraes, lê o relatório, que é uma espécie de resumo do caso.

Após o pronunciamento de Moraes, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, terá 1 hora para sustentar a acusação da PGR. A fala pode se estender por mais 30 minutos, se necessário.

O assistente de acusação, advogado da vítima Fernanda Chaves, única sobrevivente do assassinato, falará por mais 1 hora.

Passada essa etapa, será aberto espaço para as sustentações orais dos advogados dos cinco réus. Cada um terá 60 minutos para defender o cliente perante os ministros da Primeira Turma.

Em seguida, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresenta seu voto. Na sequência, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino se manifestam. Eles falarão se condenam ou absolvem os acusados e determinarão as penas.

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Ex-deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ)foi preso sob a acusação de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSol).
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são acusados de executar Marielle
Chiquinho Brazão
Domingos Brazão
Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício
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Ex-deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ)foi preso sob a acusação de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSol).
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Ex-deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ)foi preso sob a acusação de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSol).

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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são acusados de executar Marielle
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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são acusados de executar Marielle

Chiquinho Brazão
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Chiquinho Brazão

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Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício
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Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício

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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
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Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava

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Ex-PM, Ronnie Lessa citou Chiquinho Brazão em investigação sobre Marielle
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Ex-PM, Ronnie Lessa citou Chiquinho Brazão em investigação sobre Marielle

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