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WhatsApp e Inbound: evolução do marketing conversacional

CEO da PHD Virtual, Danilo Araújo explica como usar o método é essencial para melhorar a experiência do cliente

atualizado 13/04/2022 18:56

Christian Wiediger/Unsplash

Ainda hoje, grande parte das empresas que adotam estratégias de inbound marketing para melhorar a atração e conversão de clientes utiliza o e-mail como principal forma de acesso e comunicação com os leads – o que, em campanhas de sucesso, garante uma taxa de clique que, normalmente, gira em torno dos 2%. Isso significa que se 15% dos leads abrirem o e-mail, 2% vão clicar na CTA (chamada para ação).

Esse é um número bem conhecido no mercado de marketing digital e considerado muito satisfatório. Entretanto, com a demanda crescente de cotações on-line, é natural que haja uma evolução no marketing conversacional e que os fornecedores criem novas tecnologias para melhorar a assertividade e a eficiência da comunicação com clientes em potencial. Sendo assim, muitas empresas estão optando pelo WhatsApp – a ferramenta já é a preferida das empresas e dos próprios leads.

Ela vem sendo adotada com muito sucesso porque consegue garantir taxas de leitura que podem chegar a 80%, às vezes até 90%, isso sem mencionar o aumento de qualidade nas interações.

Vale lembrar que, na captação do lead, geralmente são fornecidos poucos dados, uma vez que formulários com muitas perguntas tendem a ter uma rejeição maior no momento do preenchimento. Com o marketing conversacional, é possível coletar informações no formato de conversa, compreendendo e qualificando a oportunidade. Pelo WhatsApp, isso é feito de maneira muito mais natural, orgânica, sem forçar o diálogo, como costuma ocorrer em um follow up humano convencional.

Como em qualquer projeto inbound, os leads são captados por vários canais, como o site, Facebook, Instagram, entre outros. Após centralizá-los em um hub de leads, um fluxo de automação processa os dados e envia um disparo automático pelo WhatsApp, via API Oficial – tudo isso nas regras da LGPD e do WhatsApp. Com isso, resolve-se o primeiro problema: a demora no retorno entre a cotação do lead e a sua qualificação.

O lead, ao receber a mensagem de WhatsApp do bot, interage com as perguntas feitas por ele, além de tirar dúvidas sobre o produto e o serviço. Inclusive, ele já recebe uma noção de custos e como funciona, com interatividade por meio de vídeos e PDFs. Após responder às perguntas do bot, de uma forma humanizada e personalizada, as informações são enviadas via automação de volta ao hub de leads, que as tratam e qualificam, considerando se o lead está apto ou não a falar com um vendedor. Se ele estiver, será enviado automaticamente para o CRM do vendedor, junto com todas as informações coletadas. Se ele não estiver, explicará ao lead a situação e o deixará em um fluxo de nutrição ideal para seu momento.

Em termos de resultado, a exemplo do número que citei sobre a altíssima taxa de leitura, vale muito a pena investir em tecnologias envolvendo o WhatsApp. Além de propiciar uma economia de tempo equivalente a 30% da equipe de vendas, essa solução aplicada ao marketing conversacional coloca apenas os leads qualificados por MQL (Marketing Qualify Leads) na mão do vendedor, sem que ele necessite explicar pontos básicos (como funciona, valores básicos e se ele está apto ou não a receber uma proposta). As vendas costumam aumentar mais do que 35%, além de gerar uma economia em equipe de SDR (pré-vendas) humanizada significativa, por ano.

A utilização do marketing conversacional automatizado proporciona ao inbound marketing uma metodologia inovadora, tecnológica e que, cada vez mais, se torna imprescindível para aumentar as vendas, melhorar a experiência do cliente e muitos outros pontos positivos.

Vivemos uma era em que é fundamental contar com gestão inteligente de marketing e vendas. E os holofotes estão voltados para WhatsApp.
Danilo Araújo é CEO da PHD Virtual.

 

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