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Daniel Feitoza, do will bank: “não queremos linguagem da Faria Lima”

Fintech trabalha comunicação descontraída para atrair clientes historicamente marginalizados no Brasil

atualizado 09/04/2021 13:12

Daniel FeitozaDivulgação

Publicitário de formação, Daniel Feitoza comanda a área de marketing do will bank, uma fintech relativamente nova no mercado brasileiro. Antes de assumir como CMO, ele atuou por mais de 10 anos em agências na área de planejamento estratégico e depois por cinco anos liderando diferentes áreas na Ambev.

Há um ano e meio na função, Daniel relembra que aceitou o desafio profissional não só porque viu uma oportunidade de crescimento ao mudar de área e embarcar no mundo da tecnologia, mas porque acreditou no propósito da nova empresa.

Um dos diferenciais do will bank é que ele se propõe a ser um banco acessível, especialmente para pessoas que foram historicamente excluídas do sistema bancário. Atualmente, a base de clientes do serviço conta com mais de 1,5 milhão de pessoas, sendo 60% delas em cidades com menos de 100 mil habitantes. “A nossa proposta é viabilizar a vida de muita gente no ‘Brasil de verdade’. Isso significa que temos um olhar diferente com pessoas em lugares mais remotos”, explica.

Trabalhar na desconstrução da instituição bancária como conhecemos é um dos objetivos da comunicação do will bank. “A nossa ideia é jogar um jogo diferente de algo que se perpetuou por décadas”, diz Feitoza.

Por isso, ele conta que tudo é voltado para levar felicidade aos clientes e falar cada vez mais a língua deles: desde o atendimento on-line, as interações nas redes sociais, as campanhas de ativação e até a escolha de emojis e gifs usados nas comunicações. “Não queremos uma linguagem típica da Faria Lima”, contesta o CMO.

Segundo Feitoza, no ano passado, eles realizaram um extenso diagnóstico e concluíram que o grande problema do brasileiro é que tudo que é associado a gerir o próprio dinheiro está diretamente ligado a frustração. “A gente tem se proposto a eliminar as tensões que essas pessoas vivem quando se trata de gestão financeira. Queremos transformar os momentos das finanças em algo excitante”, conclui. 

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