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O que os consumidores pensam das marcas no Twitter? 

Levantamento #PapoReto analisou tweets espontâneos e avaliou o comportamento de conteúdos empresariais na rede social

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Marten Bjork/Unsplash
Pessoa mexendo no app Twitter no celular em avião - Metrópoles
1 de 1 Pessoa mexendo no app Twitter no celular em avião - Metrópoles - Foto: Marten Bjork/Unsplash

Oito em cada 10 brasileiros que usam o Twitter concordam que ver as marcas na plataforma faz parte da graça de utilizá-la. A conclusão faz parte do levantamento #PapoReto, feito pelo próprio aplicativo em oito países, incluindo o Brasil, com o objetivo de entender a presença das marcas no app.

O levantamento consistiu em análises de tweets de marcas globais e também de consumidores que mencionaram empresas nos últimos três anos, além de um teste utilizando tweets descaracterizados com 2 mil pessoas em cada um dos mercados.

Na plataforma, as pessoas são mais abertas e receptivas a interagir, além de terem círculos sociais dentro de temas de interesse e, por isso, o engajamento com as marcas têm sido crescente. Entre janeiro de 2019 e 2021, houve um aumento de mais de 44% no número de respostas a tweets de empresas. Nesse contexto, as pessoas abordam a importância desses conteúdos e se mostram mais atentas.

De acordo com a pesquisa, 93% de quem usa o Twitter não se importa com a promoção de produtos das marcas desde que a venda esteja inserida em um contexto divertido, informativo e agregue de alguma forma.

Além disso, conforme a análise dos tweets publicados por marcas globais, foi possível observar aspectos considerados similares, como o uso das mesmas palavras-chave, a frequência de postagem e o mesmo tamanho de texto entre as publicações de cada empresa. Também se notou que elas têm utilizado cada vez mais os mesmos adjetivos para se descrever.

Conexão com o público

Segundo Rafael Camilo, líder do Twitter Next no Brasil, o levantamento foi chamado de #PapoReto porque traz insights muito valiosos para que as marcas recuperem o tom autêntico, revisitem os temas que abordam e se conectem com o público de forma legítima. Segundo ele, o primeiro passo é encarar a verdade, por mais que ela doa, já que a mesmice no contexto da publicidade e propaganda se mostra cada vez mais ineficiente.

“Em segundo lugar, é importante lembrar que fundamentos sólidos de marca contribuem para a distinção. Ou seja, na pesquisa, vimos que nove em cada 10 pessoas valorizam marcas que têm certeza de quem são. Isso fala sobre clareza e consistência de posicionamento. Entender o que os consumidores pensam sobre a sua marca também é essencial para tirar aprendizados, desenvolver estratégias e repensar os rumos a serem tomados”, destaca.

Diversidade

As diferentes comunidades presentes na plataforma trazem uma visão mais plural para as conversas, desafiando as pessoas a sair da caixinha e exercitar um novo olhar. Dessa forma, cada vez mais as empresas devem ser representativas. Oito em cada 10 pessoas concordam que a voz de uma marca no Twitter deveria refletir a diversidade do público e não de apenas um tipo de consumidor. 

Além disso, para 89% das pessoas, não há problema quando uma empresa se classifica como membro de uma comunidade específica, desde que o faça com respeito. E quando se trata de alinhamento a temas de interesse, 48% acredita que a importância do apoio de empresas a questões econômicas, sociais, políticas ou culturais hoje é ainda maior do que um ano atrás.

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