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Trabalho remoto vem amadurecendo, dizem diretores da BriviaDez

Agência tem colaboradores em 32 cidades do Brasil e mundo afora. Para eles, formato híbrido veio para ficar, mas requer melhorias

atualizado 05/03/2021 18:25

home officeSurface/Unsplash

Antes da pandemia começar, mais de 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam em home office. Quando o isolamento social foi decretado em março de 2020, a maioria das empresas precisou adotar esse tipo de regime de forma compulsória. Foram necessárias adaptações de espaço, tecnologia, rotina, etc.

Um ano depois, são pouco mais de 7 milhões de profissionais trabalhando remotamente, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Enquanto muitos se adaptaram ao novo formato, outros tantos desejam a volta do presencial. Seja qual for a sua vontade, uma coisa é certa: o modelo de trabalho como conhecíamos vai sofrer alterações.

Algumas empresas discutiam novos formatos há anos. É o caso da BriviaDez, agência de publicidade com diferentes sedes e colaboradores espalhados por 32 cidades brasileiras e pelo mundo. De acordo com Roberto Ribas, chief Strategy Officer da BriviaDez, o modelo remoto já era pauta há quatro anos e estava sendo testado como mais uma opção do colaborador.

Na época, segundo Ribas, a empresa – que já tinha foco no mercado de outros estados e precisava contratar gente – entendeu que o formato remoto otimizava tempo e trabalho. De lá para cá, a evolução foi natural, tanto que nem mesmo a pandemia pegou a agência de supresa. Quando em março de 2020 foi instituído o lockdown, o modelo de trabalho em casa já era natural. “Não tivemos gap ou ruptura”, relembra Ribas.

Idealmente, a virada de chave precisa ser planejada. Além da dinâmica social, a empresa precisa se preocupar com adaptações operacionais, levando em conta a infraestrutura de computadores e o armazenamento de dados em nuvem para que todos os documentos estejam disponíveis para todo mundo de forma segura.
O modelo remoto é defendido com força por Paola Muller, head de Strategy da BriviaDez. Adepta ao formato remoto antes mesmo da pandemia, Paola enxerga que algumas melhorias em geral podem ser feitas, após um ano no regime isolado. “Agora é o momento de amadurecimento e evolução para uma prática mais saudável”, diz ela.  Isso inclui menos reuniões e agendas cheias, por exemplo.
Por fim, Ribas destaca que o trabalho remoto vai modificar também o conceito de escritórios que tínhamos antes. Para ele, a partir de agora, os escritórios serão bases de trabalho com espaços, principalmente, para trocas, convivência, workshops, mas serão locais mais enxutos.

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