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Empresas podem fazer qualquer coisa usando o NFT, afirma especialista

Em entrevista ao Metrópoles, Victor Barros, CEO da Dionisio.Ag, explica o funcionamento desse mercado que já fatura milhões

atualizado 26/01/2022 17:58

Divulgação/Dionisio.Ag.

Para comercializar produtos digitais autênticos é importante certificá-los como exclusivos, até para evitar cópias não autorizadas. De forma simples e direta, são os NFTs – tokens não fungíveis – que permitem essa façanha.

Escolhida em 2021 como a palavra do ano pelo dicionário britânico Collins, o NFT, na prática, é uma espécie de certificado digital que valida, por exemplo, uma obra de arte como única por meio de blockchain – livro-razão imutável usado para registrar transações.

Esse mercado já fatura milhões e promete ser o futuro da arte no meio digital. Para entender mais sobre como as empresas podem usar os NFTs e como eles realmente funcionam, o Metrópoles conversou com Victor Barros, CEO da Dionisio.Ag, agência especializada em conectar artistas a clientes. 

Como as empresas podem utilizar os NFTs?

Basicamente, uma instituição pode fazer qualquer coisa usando o NFT. Isso pode ser aplicado desde a venda de ingressos de shows e eventos até como uma garantia de que itens lançados pelas marcas sejam únicos e exclusivos, com autenticidade digital. Para empresas de serviços, uma grande oportunidade é oferecer acessos exclusivos e personalizados por meio dessa tecnologia, como, por exemplo, navegar em bastidores de ações.

O que difere NFTs das criptomoedas?

A principal diferença entre os dois é que as criptomoedas são fungíveis e os NFTs, não. Ou seja, você pode acumular criptomoedas e juntá-las, enquanto isso não é possível com os NFTs. Justamente pelo fato deles serem infungíveis e únicos, não podendo ser trocados ou negociados por outro igual, já que possuem códigos únicos.

Como são criados NFTs?

Basta desenvolver uma arte, criar uma carteira digital e escolher onde quer disponibilizá-la. Existem diversos sites gratuitos e pagos que atuam nesse mercado. A partir dessa escolha, o usuário faz o “mint”, que basicamente é subir a obra na blockchain, gerando o código de validação, conhecido como NFT. Com esse processo feito, você já pode começar a negociar.

O que é necessário para criar os tokens não fungíveis?

Somente criar uma arte. A obra pode ser uma foto, um desenho, um vídeo, um gif animado, uma música, uma cena e por aí vai. Nesse universo, o usuário escolhe e determina o que será o NFT, então vai da imaginação de cada pessoa.

Como os NFTs resguardam a originalidade de um item?

Por meio da blockchain. Toda vez que um NFT é gerado, um novo código também é criado, que é intransferível e imutável. Quando o proprietário do NFT repassa esse código, é possível saber se aquela obra realmente existe e se ela pertence ao usuário que a está comercializando.

Qualquer pessoa pode criar um NFT?

Sim. A “graça” do NFT é que qualquer um pode expor trabalhos e certificar que a obra realmente pertence a ele, sem precisar se preocupar com cópias e direitos autorais.

Como escolher um blockchain para emitir um NFT?

Varia muito do trabalho e do retorno esperado pelo artista/criador do conteúdo. A principal dica é pesquisar muito sobre o tema da sua obra e ela terá mais evidência e exposição. Ficar antenado em notícias, portais, fóruns e blogs especializados também ajuda. Muitos deles dão dicas sobre qual caminho seguir dependendo do estilo específico de cada arte. Também sempre tenha em mente que a qualidade do trabalho faz a diferença quando se trata de comparação. Busque sempre escolher os trabalhos certos para subir na blockchain.

No ano passado, a Dionisio.AG apresentou crescimento de cerca de 70%. Quais são os planos da empresa para o futuro?

Além do mercado digital, estamos focando bastante na nossa área de serviços e no nosso espaço físico, que será inaugurado este ano voltado para exposições, experiências e eventos corporativos. Além de ampliar bastante nossa atuação dentro da produção de vídeos para o mercado publicitário.

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