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Como vencer a síndrome do cérebro de pipoca dos consumidores?
Vidmob lista obstáculos na criação que vão desde times envolvidos até tempo gasto para personalizar criativos em plataformas
atualizado
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Enquanto as equipes de marketing levam meses para desenvolver e lançar um anúncio, os consumidores podem perder o foco em segundos. De acordo com uma pesquisa liderada pela psicóloga norte-americana Gloria Mark, professora da Universidade da Califórnia, o tempo que as pessoas permanecem em uma única tela antes de mudar para outra diminuiu de 2,5 minutos para 47 segundos nas últimas duas décadas.
A chamada síndrome do cérebro de pipoca, termo utilizado por psicólogos para descrever a tendência de saltar rapidamente de uma tela para outra – como grãos de milho estourando –, tornou-se ainda mais comum com a popularização das redes sociais. Em um cenário desafiador, é natural que as marcas se perguntem se realmente vale a pena investir tanto tempo na criação de campanhas.
Nesse contexto, a Vidmob identificou os cinco principais gargalos enfrentados por profissionais da área. Confira:
Dúvidas sobre qual tipo de anúncio engaja o consumidor
Novas plataformas surgem a todo momento e cada uma delas tem um perfil específico de conteúdo. Outro ponto é que existem diversos formatos de anúncios. Embora os “marqueteiros” saibam onde querem chegar nem sempre sabem qual é o melhor caminho a percorrer. Afinal, é preciso pensar em quais tipos de anúncios alcança os seus objetivos e qual plataforma conversa melhor com o seu público.
Divergências entre o time criativo e os profissionais de marketing
Estrategistas de marketing e criativos geralmente têm prioridades diferentes. Enquanto os estrategistas são movidos pelos resultados, os criativos se preocupam mais com a produção de ideias legais e menos sobre como podem, de fato, gerar lucro.
Excesso de tempo gasto com a personalização de anúncios para cada plataforma
Cada rede social tem algoritmos e bases de usuários com preferências únicas, isso significa que os times criativos devem gastar mais tempo analisando as preferências e personalizando anúncios para cada plataforma. Muitas vezes, a equipe de criação só tem tempo para redimensionar os recursos, não para considerar cuidadosamente como um determinado anúncio deve ser ajustado para obter os melhores resultados.
Tendência a refazer o projeto durante a revisão final
É normal que, no fim do processo de criação, o anúncio não atenda às expectativas dos estrategistas de marketing. O instinto de alguns profissionais é começar todo o projeto do zero, quando pequenos ajustes são suficientes para transformar completamente uma campanha.
Revisões do cliente levam dias ou semanas
Um dos aspectos mais demorados para ter anúncios criativos aprovados e prontos para inclusão em campanhas é a revisão do cliente. Isso porque, muitas vezes, não consideram explicações e dados que comprovam a eficiência de cada elemento na peça e acreditam ser um capricho ou “achismo” do criativo.
“Para resolver todos esses gargalos, temos que usar a força dos dados que a tecnologia consegue transformar em insights, que empoderam o criativo humano em suas decisões. O grande poder dos algoritmos de IA é a capacidade de, finalmente, abrir o que geralmente é chamado de caixa preta da criatividade”, afirma Miguel Caeiro, head latam da Vidmob.
