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Bia Granja: marketing de influência é diversidade com foco no contexto

Fundadora da plataforma Youpix acredita que métricas de vaidade vão perder a relevância com a chegada de novas narrativas

atualizado 09/04/2021 15:53

bia granjaDivulgação YouPix

Desde 2006 à frente da YouPix, plataforma focada em discutir a cultura da internet, Bia Granja é uma referência quando o assunto é marketing de influência e mercado on-line. Ao lado de Bob Wollheim, fundou a empresa em 2006.

Hoje, com a pandemia, ela percebe um salto muito grande nessas modalidades, especialmente porque as empresas estão colocando o marketing de influência como uma disciplina cada vez mais importante na estratégia de comunicação. “Atualmente, 86,5% das marcas concorda que trabalhar com influenciadores traz um resultado que nenhum outro tipo de comunicação digital pode trazer”, explica Bia. Segundo ela, há dois anos, apenas 68% das marcas pensava dessa forma. “A influência é uma das principais ferramentas para que marcas possam comunicar seus produtos e serviços com verdade, autenticidade e autoridade”, conclui.

Em relatório recente, a YouPix indicou que, este ano, houve um crescimento de 71% na verba destinada a este tipo de marketing, com o conteúdo ganhando uma predominância nos investimentos. “A grande tendência do marketing de influência é o resgate da verdadeira essência. Com o crescimento exponencial dessa disciplina, vimos que o mercado ganhou escala com base em valores errados, como o da supervalorização de métricas de vaidade (número de seguidores e de likes) e de ego posts (conteúdos com base em vidas perfeitas e distantes)”, pontua.

O futuro da influência, na avaliação de Bia, é uma cara mais diversa, verdadeira, focada em comunidade, responsabilidade social. As medidas valiosas serão critérios de engajamento profundo e conteúdo. “Vamos ver cada vez mais marcas criando narrativas que construam relevância cultural e negócios através desses ‘novos’ influenciadores”, argumenta.

Segundo ela, enquanto o mercado fala sobre marketing de influência (pagar para que influenciadores façam publicações patrocinadas), a grande oportunidade do futuro está na economia da influência. “Isso se baseia na compreensão de que as marcas mais valiosas, em um futuro não muito distante, serão pessoas e não empresas”, acredita. “Vejo coisas inovadoras acontecendo, como uma influenciadora que fez IPO de si mesma, uma empresa que transforma canais do Youtube em ‘micro-ações’ que podem ser compradas pelos seguidores e assim por diante”, conclui.

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