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BBB22: Pode errar ou confundir os nomes das marcas, produção?

Especialistas abordam como os vacilos dos participantes podem ser bem utilizados pelas empresas se agirem na hora certa

atualizado 04/02/2022 17:04

Globoplay/Reprodução

Que as marcas investem um valor alto para se posicionarem dentro do Big Brother Brasil, disso ninguém duvida. Entretanto, muitos confinados têm se confundido ao falar os nomes delas ou pronunciado de maneira errada. Na última prova do líder, ocorrida ontem (3/2), por exemplo, a cantora Naiara Azevedo errou ao citar o nome do Amaciante Downy, que virou “Amaciante Dôni”. As redes sociais não perdoaram e a marca até zoou o ocorrido no perfil oficial, mudando o nome pela forma como a sister o chamou.

No primeiro almoço do anjo, patrocinado pela 99, também houve confusão, quando o brother Rodrigo, eliminado na última terça-feira (1/2), cometeu um equívoco: “Vamos galera, pegar nosso Uber, já” – visto que a Uber é a maior concorrente da 99 e não está patrocinando o reality. Em seguida, ele se desculpou e corrigiu: “99. Desculpa”!

Diante desses equívocos, ambas as marcas se posicionaram nas redes sociais. Após mudar o nome no Twitter para “Amaciante Dôni”, a marca publicou: “Errando nosso nome, Maiara?”, referindo-se à cantora Naiara Azevedo também de maneira incorreta, nesse caso proposital.

Como resposta à Downy, a 99 publicou na mesma rede social: “Ih amiga, já me chamaram de coisa pior, relaxa”! Contudo, vale questionar se esses ocorridos são bons ou ruins para as marcas, já que em 2022 são estimados pelo programa cerca de 600 milhões de faturamento.

Em nota enviada com exclusividade ao Metrópoles, a 99 informou que “a situação com o participante possibilitou desdobramentos da 99 e de milhares de seguidores nas mídias sociais de uma maneira fun e próxima do público”. Além disso, acrescentou que “participar dos diálogos das redes sociais faz parte da intenção da companhia e isso demanda lidar com o que é comentado e expressado durante o reality”.

BBB22

“Ao pronunciar o nome da marca errado, a mensagem pode ganhar corpo e virar foco. No caso da Naiara Azevedo, acompanhamos uma pronúncia incorreta em que a oportunidade foi utilizada de forma positiva pela própria marca, antes que a repercussão pudesse vir como uma avalanche negativa”, comenta Jordana Saldanha, especialista em Marketing Digital e em Big Data e Business Intelligence.

Dessa forma, a especialista lembra que a Uber aproveitou a oportunidade para cutucar a concorrência e ganhar ainda mais visibilidade. “Entretanto, se formos analisar os comentários, a empresa recebeu diversas mensagens negativas por já estarem com um problema recorrente de cancelamento das corridas. Logo, os internautas aproveitaram a oportunidade para reclamar, mesmo que o assunto do momento não fosse esse. O ‘deslize’ foi aproveitado de forma leve e descontraída, o que deu sentido ao ‘erro’. A Uber ganhou palanque sem ser o patrocinador, mas reverberou negativamente nos comentários”, rememora.

O alcance do programa e o impacto no que mais tem sido comentado ao longo dos meses de transmissão é inquestionável, tanto que ano após ano cresce o número de patrocinadores para as provas, festas e outras ações dentro do BBB. “Logo, é sabido pelas marcas o tamanho do potencial de alcance que elas têm quando estão no programa. Cabe a elas se posicionarem quando ocorre algo dentro do reality. Se a marca estiver atenta a isso e se propor a interagir com os ocorridos dentro do programa de forma leve, de acordo com o público e dependendo do fato, a repercussão pode gerar awareness positivo”, acredita Leonardo Rios, Chief Security Officer (CSO) da Knewin Social.

Segundo ele, se as empresas estão atentas ao que estão falando delas nas mídias sociais, por exemplo, rapidamente podem pensar em uma abordagem para os canais digitais, revertendo o que, em um primeiro momento, poderia soar como algo negativo, como o caso de alguns participantes pronunciarem o nome da marca de forma errada.

“Se as marcas não estiverem atentas ao que está acontecendo e não possuírem uma ferramenta de monitoramento em tempo real para fazer essa gestão de reputação nas mídias sociais, pode não caminhar na mesma velocidade que a notícia se dissemina e, como consequência, perder uma boa oportunidade de se posicionar frente ao que está acontecendo dentro do programa”, finaliza.

Marcas patrocinadoras

Dados monitorados pela Knewin Social entre a estreia (17/1) até esta sexta-feira (4/2) apontam que foram mais de 5 milhões e 359 mil tuítes sobre o BBB22.

O McDonald’s teve 5.052 tuítes, sendo que 57,32% das menções ocorreram após a data em que a empresa aproveitou a fala do ex-participante Luciano Estevan sobre querer ser famoso a nível Beyoncé. O restaurante utilizou o momento para gerar buzz para a marca e colocou no perfil do Instagram a frase: “O melhor lugar para os fãs de Luciano do BBB pedirem para tirar uma foto com ele”.

A 99 teve 6.382 tuítes, sendo que 79,97% das menções estão concentradas após o dia 24 de janeiro, quando houve confusão com o nome da empresa no programa. O amaciante Downy apresentou 923 tuítes, 49,4% das menções ocorreram entre 3 e 4 de fevereiro devido à fala da participante Naiara Azevedo, que errou a pronúncia do nome da marca.

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