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A importância da confiança de marca no processo de compra
Considerar o que vem antes e depois da tomada de decisão do cliente é a chave para construir um relacionamento duradouro
atualizado
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O momento crucial do brand trust é aquele em que o consumidor vai tomar sua decisão de adquirir ou não o produto ou serviço oferecido pela marca. Se houver confiança, negócio fechado. Caso contrário, nada feito. Mas confiar em uma marca é algo que transcende: numa relação duradoura, essa conquista pode significar uma longeva fidelidade, uma preferência garantida e uma poderosa defesa — e propaganda gratuita – do que a marca tem a oferecer.
Há pesquisas que indicam que os consumidores são duas vezes mais propensos a comprar novos produtos de marcas em que confiam. Estima-se que o poder de influência dessas seja capaz de motivar quase metade das decisões de compra de um fabricante, só no boca-a-boca mesmo. Mas, antes de ter um cliente que advogue a seu favor, as empresas precisam focar em firmar essa confiança, um movimento que é muito maior do que convencê-lo de que aquela compra pontual é um bom investimento.
Portanto, é importante lembrar que as marcas também são influenciadores, que precisam cuidar da manutenção de sua credibilidade não apenas garantindo a qualidade do produto ou serviço, mas também apostando na transparência, na autenticidade e na experiência do consumidor no momento pré, durante e pós compra. Isso tudo contribui para consolidar sua personalidade e, assim, atrair aquelas pessoas que se identificam com seus valores. Mas, como comunicar tudo isso?
No universo do marketing, há incontáveis possibilidades e estratégias. Mas, daria foco nas campanhas digitais, que podem ser mais sensíveis a questões relacionadas ao brand trust. Afinal, é nesse ecossistema online que o cliente – satisfeito ou insatisfeito – tem mais facilidade para expressar opinião publicamente, para espalhar seu amor ou ódio.
Para se posicionar de forma amplamente confiável, abrangendo o antes e o depois da compra, as marcas precisam contemplar tanto estratégias prévias às publicidades quanto ações pós-vendas que cuidem da sua imagem e de seu relacionamento com o público. Para que seja um projeto consistente, o ideal é garantir que os primeiros passos sejam firmes. Isso é, no início do desenvolvimento de qualquer campanha digital, é preciso levar em conta quais serão os canais de veiculação, a fim de alcançar uma audiência relevante, com possibilidades reais de se identificar e engajar com o que está sendo ofertado.
No entanto, aqui mora um perigo chamado tráfego inválido que, além de levar marcas ao descrédito, causa prejuízos de bilhões (e não é modo de dizer, uma vez que a estimativa é que perdem-se, globalmente, US$ 127 bilhões por ano em anúncios exibidos apenas para robôs). Sem planejamento e tecnologia que traga informações em tempo real sobre para quem os anúncios estão sendo exibidos, a credibilidade de uma marca pode ser prejudicada. Vale dizer que nem todo o tráfego inválido é criminoso.
De fato, o mundo está repleto de agentes mal-intencionados, prontos e especializados em roubar o orçamento de marketing digital (fazenda de cliques, por exemplo). Mas, nem sempre é o caso. Às vezes, a verba das campanhas está sendo desperdiçada com ações de pessoas reais, mas que não estão de fato interessadas na oferta. Esse tipo de prevenção ajuda a direcionar o discurso para usuários com verdadeiro potencial de engajamento e alinhamos com os valores da marca e, portanto, muito mais dispostos a investir nessa relação de confiança.
Tamirys Collis é gerente de marketing Latam da TrafficGuard e tem mais de 10 anos de experiência em comunicação e marketing. Atua há mais de 5 anos na liderança de marketing de empresas de tecnologia B2B.
