Virginia é criticada por viagens de jatinho para treinar; entenda
Virginia Fonseca fez dois bate-voltas entre São Paulo e Goiânia para ir à academia; estimativa aponta emissão de 9,6 toneladas de CO₂

Virginia Fonseca virou alvo de críticas nas redes sociais após usar seu jatinho particular para fazer viagens de bate e volta entre São Paulo e Goiânia apenas para treinar, durante a semana. Mesmo hospedada na capital paulista, a influenciadora preferiu se deslocar até a academia que frequenta na capital de Goiás.
Dona de um jatinho avaliado entre R$ 25 milhões e R$ 45 milhões, Virginia encarou cerca de 1h15 de voo em cada trecho. Ao todo, foram quatro deslocamentos de avião, equivalentes a dois bate-voltas entre as duas cidades.
Como esta coluna mostrou anteriormente, em uma das viagens, a influenciadora embarcou pela manhã e, poucas horas depois de chegar a Goiânia, já estava novamente a caminho do aeroporto para retornar a São Paulo. Ela ainda adiantou que repetiria a rotina no dia seguinte.
A influenciadora, nesta quarta-feira (12/8), disse que gostaria de ir novamente, mas cancelou um novo voo. Segundo ela, a motivação de permanecer em São Paulo, ao invés de ir treinar em Goiânia, são alguns compromissos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA escolha chamou atenção nas redes sociais. Internautas questionaram a necessidade dos deslocamentos e apontaram o impacto ambiental provocado pelo uso de uma aeronave particular para percorrer mais de 800 quilômetros entre as duas capitais apenas para frequentar uma academia.
“É tenebroso abrir comentários e ver as pessoas achando normal a Virginia fazer bate e volta de jatinho”, comentou um usuário. “Economizar muito canudo de plástico pra Virgínia ir treinar de jatinho”, debochou outra pessoa.
“Eu tenho que tomar banhos mais curtos e economizar energia pra salvar o mundo pra Virgínia brincar com o jatinho dela”, criticou um internauta.
Impacto ambiental
A maioria das críticas leva em consideração o impacto ambiental causado pelos voos feitos por Virginia Fonseca nesta semana.
Para se ter ideia, um Cessna Citation Sovereign, modelo que a influenciadora possui, pode consumir cerca de mil litros de querosene de aviação em um trecho como o realizado entre São Paulo e Goiânia. A distância aérea entre as cidades fica na casa das 435 milhas náuticas.
A queima de cada litro de combustível de aviação lança, aproximadamente, 2,5 kg de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera. Com quatro trechos realizados pela influenciadora, a estimativa é que os deslocamentos tenham provocado a emissão de aproximadamente 9,6 toneladas de CO₂.
Vale destacar que o dióxido de carbono é um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa e sua concentração na atmosfera contribui para o aquecimento global e para a intensificação das mudanças climáticas.
Para dimensionar o impacto, considerando que uma árvore madura absorva cerca de 22 kg de CO₂ por ano, seriam necessárias aproximadamente 436 árvores trabalhando durante um ano inteiro para retirar da atmosfera uma quantidade semelhante à emitida pelos quatro voos.
No entanto, seguindo a mesma ideia de comparação, uma única árvore levaria mais de 400 anos para absorver as 9,6 toneladas de CO₂.
Procurada por esta coluna, a assessoria de Virginia Fonseca disse que a influenciadora não irá se pronunciar sobre o assunto.




