
Lucas PasinColunas

Saiba como Dança dos Famosos foi amparo para luto de Silvero Pereira
Silvero Pereira revelou que a morte do pai coincidiu com o quadro do Domingão e detalhou como a rotina do programa ajudou a enfrentar o luto
atualizado
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O ator Silvero Pereira abriu o jogo no Encontro com Patrícia Poeta desta segunda-feira (8/12) ao comentar a vitória na temporada 2025 da Dança dos Famosos, quadro do Domingão com Huck. O ator, que levou o troféu ao lado da bailarina Thais Sousa, explicou que o processo foi mais intenso do que o público imagina: em meio às semanas de ensaios, perdeu o pai e seguiu no programa lidando com o luto.
“Eu tive uma ausência do meu pai durante muito tempo da minha vida, mas entendi que isso não era culpa dele. Ele era um homem do interior e não teve esse carinho. Então, eu tive que trazer ele de volta”.
Segundo ele, a reaproximação aconteceu pouco antes da morte do pai, o que deu à trajetória no quadro um peso ainda maior: “Não tive nenhuma dívida com ele, pelo contrário: ele me admirava muito. No dia que ele partiu, eu senti que precisava manter o amor pelo meu pai para sempre. Ele sempre vai torcer por mim em qualquer lugar”.
Silvero contou que achou na competição uma forma de se sustentar emocionalmente enquanto tentava processar a perda. Mesmo nos dias mais complicados, recorreu à rotina de ensaios para se reorganizar.
“Foi uma sensação gigantesca. A Dança mexeu comigo de jeitos que eu nem imaginava. A gente aprende muito aqui dentro”.
O ator ainda ressaltou o papel da parceira Thais Sousa, com quem dividiu todas as etapas da disputa e garantiu a primeira colocação: “Tive a melhor parceira do mundo para fazer isso junto comigo. Alegria demais”.
Relatos no palco
Em entrevista recente ao Metrópoles, Silvero contou que precisou encarar em terapia os traumas ligados ao tema antes de dividir sua vivência com o público. O ator esteve em cartaz com um espetáculo que revisitava dores e descobertas da infância de pessoas LGBTQIAPN+ a partir de sua própria história.
“Para fazer esse trabalho, fui buscar a criança que eu fui. As violências que sofri, os xingamentos, o bullying, as agressões físicas e verbais. Antes disso, precisei passar por um processo terapêutico profundo. O teatro não é lugar de receber essas dores. O artista precisa estar resolvido. Quem tem que sentir o impacto é o público”, afirmou.
Silvero também explicou que a reação da plateia também expõe uma lógica social ainda presente: “A sociedade está tão acostumada com a violência que, quando eu começo uma história na peça e não termino, as pessoas imaginam automaticamente o pior. Isso mostra o quanto a agressividade está naturalizada, principalmente contra pessoas LGBTQIA+”.








