
Lucas PasinColunas

Por que Erika Januza voltou à Viradouro após perder posto de rainha
Em entrevista exclusiva à coluna, Erika Januza detalha por que aceitou voltar à Viradouro após a despedida no Carnaval
atualizado
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Erika Januza está de volta à Viradouro e ao Carnaval, em um movimento que ajuda a explicar por que despedidas na Sapucaí raramente são definitivas. A atriz, que deixou o posto de rainha de bateria da escola de Niterói em 2025, retorna agora em outro lugar no desfile de 2026, justamente no ano em que a agremiação presta homenagem ao mestre Ciça.
A saída de Erika, após três anos no cargo, pegou parte da comunidade de surpresa. Ela havia assumido como rainha em 2022, conquistado o vice-campeonato em 2023 e levantado o título do Carnaval carioca em 2024. Para 2026, a Viradouro optou pelo retorno de Juliana Paes ao posto de rainha, encerrando o ciclo de Erika na função, mas não na escola.
Ao falar sobre o reencontro com a Viradouro, em entrevista exclusiva a este colunista do Metrópoles, Erika retoma o tom que marcou sua despedida no ano passado: menos drama, mais memória. Ela diz que voltar à escola passa pela ideia de pertencimento e pelo vínculo mantido mesmo fora da Avenida.
“Voltar à Viradouro é como voltar para casa. Mesmo naquele momento de despedida, que foi delicado e muito sensível para mim, o sentimento que sempre prevaleceu foi o de gratidão e respeito à escola e ao Carnaval. A Viradouro sempre me acolheu com muito amor, e esse carinho nunca deixou de existir. Retornar agora, em outro lugar, é muito especial, e prova que os vínculos verdadeiros permanecem. Os ritmistas sempre me mandam mensagens, a comunidade recebeu de uma forma tão linda na quadra. Fiquei super emocionada!”, afirmou Erika.
Entre a saída e o retorno
O intervalo entre a saída e o retorno foi curto, mas suficiente para concentrar emoções e reflexões. Erika conta que o período serviu para organizar sentimentos e revisar a própria trajetória no Carnaval.
“Foi um período de muitos sentimentos, mas também de muito autoconhecimento. E de entender como Deus sabe de todas as coisas. Na minha vida nunca foi diferente. Aprendi a respeitar os meus processos, os porquês da vida, e a valorizar tudo o que foi vivido. Minha história ali foi muito potente para mim. Saí com uma sensação muito boa, de ter honrado aquela oportunidade. Hoje eu me vejo mais inteira e muito grata por tudo o que vivi e pelo que ainda vou viver no Carnaval”, disse a atriz.
Um convite com outro peso
O convite para o retorno veio em um contexto específico e com outro peso simbólico. Segundo ela, a ligação partiu do carnavalesco Tarcísio Zanon, com uma proposta que ia além de cargo ou destaque individual.
“O carnavalesco, Tarcísio [Zanon], me ligou convidando, dizendo que era um lugar especial, no carro representando ritmistas e os títulos do Ciça, e eu fiz parte de um deles. Assim como ele foi um mestre tão especial para tantas rainhas, é especial para a minha história também. Quando soube que a Viradouro faria uma homenagem ao Mestre Ciça, alguém que representa tanto para a escola e para o Carnaval, eu achei lindo. Entendi que não era sobre posto ou posição, mas sobre estar presente em um momento histórico, celebrando um mestre que merece todas as reverências. Não tinha como dizer não!’, contou Erika.
Convites, dúvidas e um chamado
Mesmo fora da Avenida por um breve período, Erika diz que o Carnaval nunca deixou de fazer parte da sua rotina. Houve convites, dúvidas e a ideia de uma pausa maior, mas o chamado da Viradouro falou mais alto.
“O Carnaval sempre fez parte da minha vida, então mesmo se eu ficasse distante da Avenida, ele nunca sairia de mim. Existiram, sim, alguns convites, e eu sempre fiquei em dúvida, pensando em ficar um tempo longe… Quando a Viradouro me chamou, fez sentido de uma forma diferente porque existe uma história, um afeto na minha presença neste enredo que homenageia o Ciça”, concluiu Erika.








