
Lucas PasinColunas

Marido de Dani Calabresa rebate acusações de danos em imóvel de luxo
Richard Neuman revelou, com exclusividade a esta coluna, os bastidores do processo após aluguel de apartamento no Rio de Janeiro
atualizado
Compartilhar notícia

Dani Calabresa e o marido, o empresário Richard Neuman, enfrentam uma disputa na Justiça após serem acusados de supostos danos a um apartamento de luxo localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O advogado, proprietário do imóvel, afirma que alugou o apartamento para o casal pelo valor de R$ 19 mil e que os dois teriam causado danos ao espaço após deixarem o imóvel poucas horas depois da entrada.
Este colunista do Metrópoles conversou com exclusividade com Richard, que contou sua versão da história por trás do processo.
Segundo Richard, a primeira reserva chegou a ser cancelada pelo próprio proprietário, que informou que o apartamento ainda não estava pronto para receber hóspedes, o que também chamou sua atenção, já que o imóvel permanecia disponível para locação. Ele nega ter causado qualquer dano ao local.
“Fui visitar o apartamento. Era grande, mais antigo, e estava sujo, mas tinha uma faxineira lá. Ela falou: ‘Eu trabalho aqui há 15 anos, vou arrumar tudo, vou limpar tudo, não se preocupa’”, relembra Richard, contando como foi o primeiro contato com o imóvel.
O marido de Dani Calabresa diz ainda que, ao fechar a locação do espaço, o proprietário informou que estava religando a luz, o gás e a internet do apartamento, que seria utilizado pela família a partir do dia seguinte. Segundo Richard, porém, a internet ainda não havia sido restabelecida quando eles entraram no imóvel.
Apartamento em péssimas condições
Ao contrário do prometido, Richard Neuman afirma que, ao retornar ao apartamento após a suposta faxina, encontrou o imóvel praticamente no mesmo estado da visita inicial.
“Já comecei a olhar e falar: ‘Cara, não vai dar para ficar aqui’. Ainda mais com um bebê de 9 meses.”
O empresário, que estava acompanhado da esposa, do filho de menos de um ano, da babá e da mãe, contou que ainda tentou de todas as formas tornar o imóvel habitável. Segundo ele, a família permaneceu no apartamento por cerca de cinco horas tentando resolver a situação, inclusive acionando uma diarista para uma limpeza emergencial.
Ainda de acordo com Richard, a profissional afirmou que não conseguiria deixar o apartamento em condições adequadas no mesmo dia.
Em seguida, a família encontrou outros problemas no imóvel.
“Fui ligar o ar-condicionado e ele não funcionava. Tinha um buraco no teto da suíte, no forro. A máquina de lavar não funcionava. A geladeira estava em estado muito ruim de conservação. E o auge foi tentar tomar banho e a água não esquentava”, afirma Richard.
Depois de uma tentativa frustrada de banho, o casal descobriu, segundo Richard, que a mangueira ligada ao sistema de aquecimento estava rompida e apresentava vazamento.
“Quando eu vi aquilo, falei: ‘Acabou. Não dá para ficar aqui com um vazamento próximo à instalação elétrica e ao sistema de gás’. E avisei ao proprietário que não tinha como permanecer lá. Não havia nenhuma possibilidade”, relembra.
A família então procurou um hotel para passar a noite. Enquanto isso, o proprietário do imóvel entrou em contato sugerindo resolver os problemas no dia seguinte.
“Eu falei: ‘Cara, não tem como arrumar. O estado desse apartamento não tem como ser resolvido de um dia para o outro. Ainda mais quando envolve questões de segurança como um vazamento da mangueira do gás perto de instalações elétricas. Então não quero continuar’”, contou Richard.
Depois disso, ele pediu a devolução do valor pago pela locação, mas afirma ter recebido como contraproposta a devolução parcial do montante, no valor de R$ 14 mil.
Richard diz que, após conversar com seu advogado, aceitou inicialmente a proposta pensando em discutir o restante posteriormente.
“Foi aí que o proprietário falou: ‘Beleza, vou te mandar um contrato, você assina e estamos acertados’”, disse.
Segundo Richard, o documento continha informações com as quais ele não concordava.
“O documento apresentado foi muito além de um simples acordo financeiro. Na prática, ele tentava transformar a versão do proprietário em uma espécie de ‘confissão formal’ nossa sobre tudo o que aconteceu”, afirmou.
Segundo Richard, o texto dizia que ele e Dani tinham plena ciência das condições do imóvel, que teriam aceitado previamente todos os problemas encontrados e que deixaram o apartamento apenas por conveniência própria. “Isso simplesmente não representava corretamente os fatos”, disse.
O empresário afirma ainda que existiam cláusulas consideradas excessivas por sua defesa.
“Havia trechos tentando nos fazer declarar que não existiu ocultação, fraude ou má-fé, além de uma renúncia total a qualquer discussão futura sobre danos materiais ou morais. O documento ainda previa multa caso alguma das partes apresentasse depois uma versão considerada incompatível com o que estava escrito ali”, afirmou.
Por esse motivo, Richard decidiu não assinar o documento e informou que o texto seria analisado pelos advogados da família.
“Entendemos que aquilo estava muito mais próximo de uma blindagem jurídica e de uma construção de narrativa do que de um simples acordo amigável para encerrar a situação”, rebateu.
Segundo Richard, após isso, o proprietário deixou de responder e passou a sustentar a versão de que a família teria causado danos no imóvel.
“A partir daí o proprietário sumiu e agora surgiu essa narrativa de que nós teríamos causado danos na área de serviço. Mas o vazamento só acontecia quando o sistema de água quente estava acionado. Quando saímos do apartamento, nada ficou ligado. Então essa versão simplesmente não corresponde ao que aconteceu”, rebateu.
Ação na Justiça
De acordo com o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o advogado proprietário do imóvel afirma ter alugado o apartamento para Dani Calabresa e o marido pelo valor de R$ 19 mil.
Ainda segundo a nota, mesmo sendo avisados de que o apartamento estava há seis meses fechado e precisava de reparos, Dani Calabresa e o marido optaram por permanecer no imóvel.
Poucas horas depois da entrada no apartamento, o casal decidiu deixar o local e o proprietário afirma ter encontrado danos no imóvel, incluindo cozinha e lavanderia alagadas e um móvel supostamente destruído pela água.
O advogado pede indenização de R$ 24 mil e ressarcimento de R$ 9,5 mil referentes a uma taxa de cancelamento do Airbnb, plataforma on-line de hospedagem.








