
Lucas PasinColunas

Gkay abre o jogo sobre cancelamento, xenofobia e tretas com famosos
Musa do Salgueiro, Gkay recebeu este colunista do Metrópoles no barracão da escola para um papo sincero sobre seu amadurecimento
atualizado
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Gkay já foi “cancelada”, sofreu hate, precisou se afastar das redes sociais para repensar atitudes e amadurecer, e agora se prepara para um novo desafio: estrear como musa de escola de samba no Rio de Janeiro, sabendo que, para o posto, precisa dar novamente a cara à tapa.
A influenciadora recebeu este colunista do Metrópoles para uma conversa sincera e exclusiva na quadra do Salgueiro, bem no dia que foi conhecer como será a sua fantasia para o Carnaval 2026.
No papo, além de afirmar ter certeza que não seria bem aceita como musa, Gkay reviveu o seu cancelamento, falou sobre arrependimentos e de como conseguiu resolver tretas com famosos, além de desabafar sobre a xenofobia que sente ao entrar para o mundo da moda.
Assista a entrevista completa:
“Esperava não ser aprovada”
Depois de negociar em outros anos com escolas de samba, Gkay acertou para ser musa do Salgueiro e surpreendeu com o samba no pé em sua apresentação na escola de samba.
“Estava esperando não ser aprovada como musa do Salgueiro. Infelizmente tem uma coisa na minha carreira que é muito comum. Vou fazer 10 anos de internet e nada que eu me propus a fazer foi algo que não trouxe hate. Nada. No mundo da moda então, meu Deus do céu. O Carnaval, na minha cabeça, não seria diferente, mas graças a Deus foi.”
Para a estreia na Sapucaí, Gkay promete ousadia:
“Quero explorar um lado da Gkay mais sexy. Mais mulher também. É um lado que eu não exploro tanto. Estou fazendo uma preparação física e quero uma fantasia mais ousada. Não fiz nenhuma exigência ou pedido quanto a isso. Quero ser surpreendida pela escola, assim como venho sendo surpreendida por todo o cuidado que eles têm com as musas.”
“Às vezes precisamos errar”
Gkay refletiu também sobre o amadurecimento após viver uma fase muito difícil nas redes sociais, encarar um “cancelamento”, e precisar amadurecer na marra.
“Têm muitas coisas muito ruins que acontecem na vida da gente, e nós conseguimos ressignificar. O meu cancelamento foi uma dessas coisas. Os meus 30 anos, o meu cancelamento e a fase que fiquei fora da internet foram coisas que me deram uma maturidade que nem sei explicar”, diz.
Gkay continua: “Depois de muita terapia e de aprender a lidar com as coisas eu sei que às vezes a gente até precisa errar para aprender e seguir um caminho. Não tenho medo de recomeçar. Estou na casa dos meus 30 anos, sou muito jovem. Que triste seria se na minha vida não tivesse recomeços.”
Questionada se passou por muitos arrependimentos, Gkay diz: “Foram poucos e pontuais. Não foram arrependimentos do tipo ‘nossa, eu mudaria tudo que eu fiz’. Não. Acho que faz parte da minha história também. Momentos bons e ruins.”
“Parei de seguir a Tatá Werneck”
Um dos cancelamentos de Gkay aconteceu após uma participação dela no Lady Night, comandado por Tatá Werneck.
“Foi importante demais colocar um ponto final na treta com a Tatá. Estar num palco de um lugar onde eu vivi o meu maior sonho e meu maior pesadelo foi algo indescritível. Eu parei de seguir de Tatá não porque eu estava com raiva dela, mas tudo que eu via em relação a ela me remetia ao meu cancelamento por ter ido ao programa dela.”
Entre briga com Fábio Porchat e rompimento com Lucas Guedes, Gkay avisa:
“Acho que todas as pessoas que eu queria resolver as minhas situações, seja publicamente ou pessoalmente, eu resolvi. O que eu posso falar é isso. A nossa vida é muito cíclica. A gente vê que às vezes não precisamos voltar a ser amigo de alguém ou tomar uma relação de euforia com aquela pessoa. Às vezes você encerra o ciclo e está tudo bem. O que você precisa realmente é seguir em frente.”
Xenofobia
Ainda na entrevista, Gkay desabafa sobre a dificuldade de ser aceita no mundo da moda. Ela conta que já sofreu boicotes de marcas e aponta comentários xenofóbicos.
“Já disse em muitas entrevistas que não sentia xenofobia quando eu fui morar em São Paulo. Mas eu não sentia porque eu estava exatamente no lugar onde as pessoas querem colocar o nordestino. Que é no humor, com a pessoa se jogando no chão, caricato, engraçado. Quando eu estava ali, estava tudo bem. O nordestino pode estar naquele lugar. O Tirullipa pode estar naquele lugar. O Whindersson pode estar naquele lugar. A partir do momento que eu passei a furar bolhas, que fui pra moda e comecei a me vestir bem, aí veio a xenofobia.”










