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Sinalização de Bolsonaro a reajuste “é eleitoreira”, diz confederação

Presidente sinalizou aumento, durante viagem ao Oriente Médio, para impulsionar aprovação da PEC dos Precatórios pelo Congresso Nacional

atualizado 23/11/2021 19:59

Jair BolsonaroHugo Barreto/Metrópoles

Entidades filiadas à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) enumeraram, nesta terça-feira (23/11), três consequências do reajuste sinalizado por Jair Bolsonaro (sem partido), durante viagem ao Oriente Médio, somente a policiais federais e rodoviários. Instituições também classificaram a medida como “eleitoreira”.

De acordo com entidades associadas, se houver concessão de reajuste seletivo apenas para policiais federais e rodoviários, outras categorias vão exigir o mesmo tratamento. Caso contrário, haverá o risco de rebelião ano que vem, inclusive com greves, já que os servidores já estão mobilizados contra a Reforma Administrativa.

A Condsef também avalia que os policiais federais já têm os maiores salários do funcionalismo do executivo federal e, da mesma forma, os melhores benefícios em medidas do governo, como criação de funções comissionadas no início do ano de 2020.

Aponta ainda que a corporação teve regras na previdência mais vantajosas e concursos públicos realizados com preenchimento de milhares de vagas.

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Reajuste seletivo

Para essas entidades, caso o reajuste seletivo seja confirmado, pode soar que Bolsonaro tende a privilegiar policiais federais como base de apoio em detrimento de servidores públicos estratégicos, como diplomatas, advogados públicos da AGU, Receita Federal, auditores da Controladoria-Geral da União (CGU), professores federais e médicos peritos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Ainda segundo essas entidades, a criação de despesa corrente obrigatória e contínua com a PEC dos Precatórios irá desfigurar seu próprio propósito: folga no orçamento para despesas temporárias, como o Auxílio Brasil.

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