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Janela Indiscreta

Justiça arquiva caso do professor da Asa Norte que morreu envenenado

Pedido foi feito pelo Ministério Público local "por não ter sido demonstrada a existência de crime doloso contra a vida"

Repórter de Janela Indiscreta14/09/2020 16:35, atualizado 14/09/2020 17:04
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Andre Borges/Esp. Metrópoles
velório

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu arquivar a ação que investigava as circunstâncias da morte do professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, em 4 de fevereiro deste ano. O docente trabalhava no Centro de Ensino Fundamental (CEF) da 410 Norte e morreu no Hospital de Base, cinco dias após ingerir suco de uva com “chumbinho”.

O arquivamento foi a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) após o magistrado ter encaminhado o inquérito para análise dos promotores. O caso tramitou com sigilo na Justiça.

Durante as apurações, a conclusão do laudo de reconstituição pelo Instituto de Criminalística (IC) permitiria que a PCDF descartasse linhas de investigação e, assim, concluísse a apuração do crime. Entre as hipóteses levantadas, estavam envenenamento (homicídio) e suicídio, mas o assassinato foi descartado.

De acordo com o MPDFT, o arquivamento se deu “por não ter sido demonstrada a existência de crime doloso contra a vida”.

Nesta segunda-feira (14/9), a direção do CEF 410 Norte divulgou nota para a imprensa ao tomar conhecimento da decisão judicial.

“Por respeito, dever e responsabilidade, vem publicamente ante a comunidade escolar do Distrito Federal (secretários, diretores, professores, professoras, mães, pais e estudantes) informar que os fatos ocorridos no dia 30/01/2020, que levaram ao falecimento do professor Odailton Charles, foram esclarecidos após processo de investigação policial e segundo o Relatório final/I.P. nº 60/2020-2ª D.P., bem como a decisão contida em  IJURIBSB/Decisão/ID71716689, não houve crime de homicídio por parte de nenhum dos servidores e ou servidoras desta instituição”, registrou.

“Ainda, por essa razão, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios requereu o arquivamento do processo investigatório. Diante do exposto, a Direção do CEF 410 Norte agradece a solidariedade e o apoio daqueles que, conhecedores da seriedade do nosso trabalho e caráter, mantiveram-se confiantes de que a Justiça seria feita e a verdade seria elucidada”, finalizou.

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Delegado Laércio Rossetto, que investigou o caso
A escola foi alvo de perícia
A escola foi alvo de apuração
Muitos policiais estiveram no local
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A escola onde o professor trabalhava foi palco de reconstituição
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A escola onde o professor trabalhava foi palco de reconstituição

Myke Sena/Especial para o Metrópoles
Delegado Laércio Rossetto, que investigou o caso
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Delegado Laércio Rossetto, que investigou o caso

Mike Sena/Especial para o Metrópoles
A escola foi alvo de perícia
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A escola foi alvo de perícia

Mike Sena/Especial para o Metrópoles
A escola foi alvo de apuração
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A escola foi alvo de apuração

Mike Sena/Especial para o Metrópoles
Muitos policiais estiveram no local
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Muitos policiais estiveram no local

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Mirelle PInheiro/Metrópoles
Odailton Charles morreu quatro dias depois, no Hospital de Base
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Odailton Charles morreu quatro dias depois, no Hospital de Base

Facebook/Reprodução
O professor morreu por envenenamento
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O professor morreu por envenenamento

Reprodução
Odailton Charles
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Odailton Charles

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Familiares se despediram do professor
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Familiares se despediram do professor

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Relembre o caso

O envenenamento ocorreu em janeiro deste ano, e a reconstituição foi realizada em 15 de fevereiro. Desde que as investigações começaram, agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) ouviram mais de 30 pessoas, entre parentes, testemunhas e funcionários da escola pública.

De dentro da escola, onde participaria de reunião, o professor Odailton enviou áudios angustiantes a familiares e colegas, pedindo socorro e detalhando seu estado de saúde.

O docente chegou a dizer nas gravações de WhatsApp que desconfiava de alguma substância estranha em sua bebida. Contou, ainda, ter ingerido um suco de uva oferecido por uma colega da escola, mas a informação nunca foi confirmada pela PCDF.
Na época, a direção do CEF 410 Norte afirmou, em nota, que nenhum funcionário do colégio ofereceu qualquer “substância líquida” a Charles, como Odailton era tratado. “A única substância líquida que o professor Charles ingeriu no CEF 410 Norte foi água, o que o fez por vontade livre, colhendo-a na sala dos professores diante de outras pessoas”, destacou a direção do colégio.