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Ibaneis diz que recorrerá de decisão que mandou fechar comércio no DF

Juíza federal Kátia Balbino de Carvalho Ferreira concedeu liminar para que o DF retome as medidas de enfrentamento à Covid-19

atualizado 30/03/2021 21:39

Governador, Ibaneis Rocha inaugura praça dos direitos no Itapoã e visita obras do empreendimento habitacional na cidadeGustavo Moreno/Especial para o Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse à coluna Janela Indiscreta que irá recorrer da decisão judicial que determinou o fechamento de setores do comércio que reabriram há um dia no Distrito Fedearal: “Claro”, respondeu o chefe do Executivo local quando questionado se tentaria reverter a decisão.

Na noite desta terça-feira (30/3), a 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal determinou que tais atividades voltem a fechar a partir de quinta-feira (1ª/4).

Na sentença, a juíza federal Kátia Balbino de Carvalho Ferreira concedeu liminar para que o DF retome as medidas de enfrentamento à Covid-19 revogadas na segunda-feira (29/3), até que a ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 da rede pública esteja entre 80% e 85% e a lista de espera tenha menos de 100 pacientes.

A magistrada determinou a intimação do governo local com urgência para cumprimento imediato da liminar, inclusive de fiscalização, a partir do dia 1º de abril.

UTIs

Na decisão, a juíza Kátia Balbino disse que é importante retornar para a situação prevista antes da flexibilização ocorrida na segunda-feira até que “a ocupação de UTIs chegue a um percentual que garanta o acesso a saúde, o que se espera ocorra em breve, considerando inclusive o investimento do Governo do Distrito Federal na ampliação de vagas, como se verifica com a construção de três hospitais de campanha”.

“O colapso do sistema de saúde público e privado no DF é demonstrado, ainda, por medidas radicais, como o fechamento do pronto socorro do Hospital Sírio Libanês, que, na sua unidade de Brasília, também adiou cirurgias eletivas e alguns exames invasivos. A suspensão dos serviços, conforme noticiado pela imprensa, valerá por até 15 dias e é motivada pela alta demanda de pacientes graves de Covid-19”, assinalou a juíza federal.

Na tarde desta terça-feira, as UTIs da rede privada do DF tinham 99,54% de ocupação. Na rede pública de saúde, o índice também permanece elevado: até 14h10, a ocupação estava em 97,79%.

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