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GDF estuda criar gratificação na Saúde para servidores da emergência

Benefício seria destinado pelos serviços prestados em pronto-socorros, centros cirúrgicos, terapias intensivas e centros obstétricos

atualizado 29/03/2022 14:12

Grama e prédio ao fundoRafaela Felicciano/Metrópoles

O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, nesta terça-feira (29/3), um estudo para analisar a criação de uma gratificação de emergência para os concursados que atuam no atendimento emergencial das unidades públicas locais.

Caso seja autorizado pela Secretaria de Economia, o novo benefício será destinado aos funcionários das carreiras de gestão e assistência pública à saúde, cirurgião dentistas, enfermeiros, especialistas, médicos e técnico em enfermagem da rede local.

De acordo com o Sindicato dos dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF), autor da reivindicação, a proposta corresponderá ao percentual de 20% ao servidor que cumprir, no mínimo, 50% da carga horária semanal em atividades relacionadas ao atendimento de emergência.

A ideia é reconhecer o trabalho e incentivar os servidores a exercerem suas funções no atendimento emergencial da assistência à Saúde da população do DF.

“É importante lembrar que estes profissionais trabalham em plantões exaustivos, o que causa desgaste físico e mental”, explica Marli Rodrigues, presidente da entidade.

Veja o documento:

Escala

Segundo ela, a iniciativa poderá estimular mais profissionais, como, por exemplo, os médicos, a atenderem nas emergências das unidades, sobretudo nas mais distantes e afastadas do centro de Brasília, o que pode diminuir a evasão e fortalecer as escalas de trabalho.

Na estrutura da Secretaria de Saúde, o atendimento de emergência é compreendido pelos serviços prestados em pronto-socorros, centros cirúrgicos, terapias intensivas e centros obstétricos.

“Esta gratificação será boa para os trabalhadores, que se sentirão incentivados, para os gestores, que terão suas escalas recompostas, e para a população, que contará com mais atendimento”, emenda.

Reajuste

Na última semana, o SindSaúde também protocolou um ofício destinado ao secretário de Economia do Distrito Federal, José Itamar Feitosa, pedindo reajuste de 10% a ser concedido em duas parcelas de 5% sobre os valores de vencimento em vigor atualmente.

Segundo o sindicato, a intenção é readequar os valores entre o nível de escolaridade dos servidores e os respectivos salários. A revisão seria para carreira de gestão e assistência pública à saúde (Gaps).

A proposta de projeto de lei, acompanhado de justificativa, foi encaminhado ao chefe da pasta da Economia para que, se aprovado, seja encaminhado à Câmara Legislativa do DF (CLDF). Depois, o projeto, para valer, precisaria ser sancionado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

A nova carreira de GAPS foi criada pela Lei nº 6.903/2021, que modernizou os cargos da Secretaria de Saúde. O pedido da categoria é pela atualização dos salários de analistas, assistentes e técnicos em comparação com servidores de outras pastas com os mesmos cargos no DF.

Segundo o documento, aposentados e pensionistas dos cargos da nova carreira também serão beneficiados, caso a lei seja aprovada e sancionada.

Para a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, é justo que os servidores da Saúde tenham salários reajustados. “É digno que os servidores da carreira de gestão e assistência pública à saúde tenham seus vencimentos reajustados em 10%. Esses trabalhadores esperam muitos anos para que suas carreiras sejam reconhecidas, não só com palmas nas janelas, mas com gestos concretos de valorização que impactarão na renda de seus lares”, destaca.

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