Bancada do DF: Bia Kicis passa Julio Cesar em gastos durante a pandemia
Deputada federal usou R$ 24.492.12 durante o mês de abril, período em que o Congresso Nacional já havia decretado as sessões remotas
atualizado
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Uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a deputada federal Bia Kicis (sem partido) passou a liderar, nesta semana, o ranking dos parlamentares do Distrito Federal que mais gastam recursos da verba indenizatória concedidos pela Câmara dos Deputados.
A parlamentar pediu reembolso de R$ 24.492.12 para custear seu mandato parlamentar apenas no mês de abril, quando o Legislativo federal já havia determinado o teletrabalho e sessões remotas, por meio de videoconferência. Esse valor era menor, mas teve um acréscimo de mais R$ 2 mil para custear despesas com divulgação do próprio mandato.
Na sequência, a congressista destinou R$ 8 mil para publicidade (antes, havia declarado R$ 6 mil); R$ 5 mil para contratação de consultorias; R$ 4 mil para o aluguel de veículo; e R$ 793,72 com gasolina durante o mês da quarentena.
A deputada foi procurada pelo Metrópoles e, por meio da assessoria, afirmou que se contabilizado todo o ano de 2020, ela figura em terceiro lugar no uso do recurso público (veja nota abaixo).

Ranking
Até então, a lista era encabeçada pelo deputado federal Julio Cesar, mas uma recente atualização no portal de transparência da Casa alternou o ranqueamento e colocou a procuradora do DF aposentada no topo dos mais gastadores.
O representante da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) pediu ressarcimento de R$ 24.329,23 dos recursos garantidos pelo Legislativo federal no mês de abril. O montante é maior, inclusive, do que foi usado por ele no mês de março (R$ 20.280,55), quando o funcionamento da Casa foi praticamente normal até os últimos dias.
O gasto maior de Julio Cesar foi com contratação de consultoria – R$ 15 mil. Há ainda registros de R$ 5,9 mil com aluguel de carro; R$ 3 mil com divulgação do mandato; e R$ 429,23 referentes a gastos com combustível para locomoção. Para este mês, o congressista apresentou a fatura de mais R$ 10 mil para contratação de especialistas.
Segundo o congressista, as despesas foram usadas “exclusivamente para o exercício do mandato” (veja nota abaixo).
Os gastos dos dois representante do DF são apenas um recorte das despesas apresentadas por cinco parlamentares, dos oito que integram a bancada do DF na Câmara dos Deputados. Apenas em abril e no início de maio, os deputados federais eleitos pelo Distrito Federal usaram, pelo menos, R$ 86.801,35 da verba indenizatória. Os dados foram adquiridos por meio do portal da transparência da Casa.
Esse valor pode ser ainda maior, visto que os congressistas têm até três meses para pedir o reembolso de gastos, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
No período em que a Câmara funcionou normalmente, a parlamentar usou R$ 27.992,95.
Representante do Partido dos Trabalhadores (PT), Erika Kokay usou R$ 19.080 durante o mês de abril. O valor foi integralmente destinado ao pagamento de consultorias e pesquisas para o mandato parlamentar. São cerca de R$ 3 mil a menos do total usado no mês anterior, por exemplo.
O deputado Israel Batista (PV/DF) declarou ter usado no mês de abril R$ 8,5 mil da verba indenizatória, grande parte destinada à divulgação de suas atividades parlamentares: R$ 8 mil. Os outros R$ 500 serviram para dar suporte à manutenção do escritório do parlamentar. Em março, o congressista usou R$ 13.753,13.
Luis Miranda (DEM/DF) usou R$ 400 para abastecimento do veículo durante aquele mês. Até a noite do dia 6 de maio, não havia outros gastos contabilizados na verba indenizatória do congressista. No mês anterior, quando a pandemia surgiu no DF, o democrata pediu o reembolso de R$ 770.
As deputadas Celina Leão (Progressistas/DF), Flávia Arruda (PL/DF) e Paula Belmonte (Cidadania/DF) não usaram ou ainda não declararam os gastos durante o mês de abril.














