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Após morte de Maia, CNC esvazia poderes do atual comando da Fecomércio-DF

Principal entidade do Comércio decretou que gestão regional do Sesc e Senac será compartilhada com vice-presidente nacional da entidade

atualizado 22/02/2021 20:09

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) decidiu, na tarde desta segunda-feira (22/2), esvaziar os poderes do atual comando da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF). A decisão é do presidente da entidade nacional, José Roberto Tadros, e ocorre menos de uma semana após a morte do então presidente local Francisco Maia, vítima de complicações da Covid-19.

Na prática, a CNC avocou uma gestão compartilhada do Serviço Social do Comércio (Sesc-DF) e Serviço Nacional do Comércio (Senac-DF), que eram de responsabilidade exclusiva do comando local da entidade. Com isso, os dois braços mais importantes da Fecomércio-DF passam a ter de seguir a cartilha nacional para quaisquer decisões deliberativas.

A administração compartilhada será de 90 dias (podendo ser ampliada) e realizada em conjunto pelo conselho regional e pelo representante da administração nacional, Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, vice-presidente da CNC, que passa a exercer também a presidência do conselho regional das duas entidades. Cavalcante já realiza uma intervenção similar, há mais de um ano, no braço do Comércio de Minas Gerais.

Para Tadros, a decisão é justificada pelo momento atual de substituição do presidente da Fecomércio-DF, hoje ocupada de forma interina por Edson de Castro. Sem a autonomia para gerenciar as duas instituições lucrativas da entidade, o atual comando da entidade fica com representação meramente simbólica.

Procurado, o vice-presidente da CNC, Francisco Valdeci, informou à coluna Janela Indiscreta que a resolução pode ser considerada uma medida preventiva.

“É uma decisão cautelar, porque como deve aumentar o acirramento da disputa eleitoral da Fecomércio-DF, a gente teme que a máquina seja usada para beneficiar alguma suposta candidatura e isso é tudo o que a gente não quer neste momento. Além de gestor neste período, também vou atuar como fiscal nessas eleições, acompanhado de uma comitiva da CNC”, disse ao Metrópoles.

Da mesma forma acionada, a Fecomércio-DF não havia se pronunciado. O conteúdo será atualizado quando houver manifestações.

Eleições

Até as eleições previstas para ocorrerem no dia 5 de março, Edson de Castro permanecerá na cadeira de presidente interino. Os candidatos a disputar a vaga do comando tampão têm até a próxima quarta-feira (24/2) para oficializar as chapas.

Internamente, ainda não há postulantes declarados para ocupar o comando da Fecomércio-DF pelo prazo de um ano. O próximo presidente-tampão eleito será o quarto a ocupar a principal cadeira no atual mandato. As eleições gerais da entidade devem ocorrer em 2022.

Um dos nomes comentados para a candidatura é do atual diretor regional do Sesc-DF, Marco Tulio Chaparro. Caso seja confirmado, ele deve continuar alinhado com o trabalho iniciado por Francisco Maia.

 

 

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