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Ilca Maria Estevão

Tremaine Emory acusa a marca Supreme de racismo. Entenda

O estilista anunciou a saída da etiqueta no início de setembro. Ele estava no cargo de diretor criativo desde fevereiro de 2022

19/09/2023 16:39, atualizado 19/09/2023 17:30
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Lexie Moreland/WWD/Penske Media via Getty Images
Na imagem com cor, homem negro retino usa camisa cinza, boina e óculos escuros - Metrópoles

O estilista Tremaine Emory deixou o cargo de diretor criativo da Supreme, no início deste mês. O norte-americano comandava a marca de streetwear desde o começo de 2022. Ele alegou o “racismo sistêmico’’ da empresa como o motivo para a decisão de saída. 

Na imagem com cor, logo da marca norte-americana Supreme
Tremaine Emory esteva à frente da Supreme desde fevereiro de 2022

No período em que esteve à frente da Supreme, Treimane Emory desenvolveu duas coleções para a marca. Ele também foi o responsável por parcerias de sucesso da label, como Nike, Cactus Plant Flea Market e NBA Young Boy.

Em carta publicada no The Bussiness of Fashion, no fim de agosto, o ex-diretor criativo afirmou que a saída ocorreu por não concordar com a rotina e comportamentos da empresa. “Isso me causou muita angústia, assim como a crença de que o racismo sistêmico estava em jogo dentro da estrutura do Supreme’’, explicou. 

Durante quase um ano e meio, o estilista trabalhou em colaboração com a equipe de design da Supreme e com James Jebbia, fundador da marca. Treimane Emory acrescentou o cancelamento da coleção em parceria com o artista Arthur Jafa, que também é negro, como um caso de racismo. 

Na imagem com cor, homem negro retino usa camisa cinza, boina e óculos escuros - Metrópoles
No comando criativo, Emory desenvolveu duas coleções para a Supreme
Na imagem com cor, homem negro retino usa camisa cinza, boina e óculos escuros - Metrópoles
Ele tem a própria marca, a Denim Tears
Na imagem com cor, homem negro retino usa camisa cinza, boina e óculos escuros - Metrópoles
O designer deixou o comando da Supreme no início de setembro
Na imagem com cor, modelo usa moletom da linha de primavera da Supreme e Nike
A Supreme é uma marca global focada no estilo streetwear

Racismo sistêmico

Ao longo da história, diversos pesquisadores negros, de variados países, se debruçaram sobre o tema do racismo sistêmico. Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, no livro O Que é Racismo Estrutural, explica que o processo ocorre por meio de condições de autoridade civil e privilégios que são distribuídos entre grupos de diferentes raças, produzido nas esferas da política, economia e relações diárias. 

No Instagram, Treimane Emory falou sobre a saída da Supreme em um post que indicava a leitura da obra Fragilidade Branca: Por Que é Tão Difícil para os Brancos Falarem sobre Racismo, da autora Robin DiAngelo. O último trabalho de Treimane Emory como diretor criativo da Supreme foi a coleção de outono/inverno 2023.

Na imagem com cor, modelo usa looks da Supreme, marca norte-americana - Metrópoles
O último trabalho de Tramaine Emory na Supreme foi a coleção de outono/inverno 2023
Na imagem com cor, boné da colaboração da Supreme e Nike
Um dos destaques da passagem pela marca foram as colaborações
Na imagem com cor, modelo usa conjunto roxo da Nike e Supreme
A collab com a Nike é um dos exemplos
Na imagem com cor, moleton cinza da Nike e Supreme
Tremaine Emory é um dos nomes em ascensão na moda

A marca de streetwear nega qualquer tipo de cancelamento em relação a coleções e parcerias criadas pelo ex-diretor. “Discordamos veementemente da caracterização de Tremaine sobre nossa empresa e do tratamento do projeto Arthur Jafa, que não foi cancelado”. A Supreme agradeceu pelo trabalho de Treimane Emory, mas não comentou sobre as acusações de racismo feitas pelo designer.