
Ilca Maria EstevãoColunas

The North Face confia em colaborações para manter relevância
Focada em roupas para atividades ao ar livre, a The North Face se destacou no streetwear e tenta ainda aproveitar o hype com criatividade
atualizado
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Criada em 1964, a marca de roupas de inverno The North Face é uma etiqueta tradicional da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. Adquirida pela VF Corporation em 2000, a label encontrou seu auge junto às tendências de streetwear que ascenderam em 2012, mas decaiu ao longo dos anos por não conseguir inovar e fidelizar os consumidores.

Vem conhecer mais!
- Criada em São Francisco nos Estados Unidos, a The North Face é uma marca de inverno que caiu no gosto do streetwear.
- Fundada em 1964, a etiqueta foi adquirida pelo grupo VF Corporation em 2000.
- A marca viveu seu auge em 2012 devido ao crescimento de marcas como Supreme e Timberland, que já fez e ainda faz parte do mesmo conglomerado, respectivamente.
- Apesar das colaborações de sucesso, os consumidores argumentam que a marca está vivendo uma fase limitada em criatividade.
Como a The North Face perdeu o hype
Dona de colaborações de sucesso com marcas prestigiadas como Timberland, Supreme e até Gucci, a The North Face (TNF) viveu uma ascensão colossal na era hype do streetwear. As jaquetas de frio em modelagens Puffer, Parka e Corta Vento entraram nas tendências e se tornaram objeto de desejo da moda urbana.
Em contrapartida, a marca, que foi criada com o propósito de fazer roupas para atividades do frio, como montanhismo, esportes de inverno e afins, soube gerir sua popularidade por um tempo limitado. Com o passar dos anos e a evolução das demandas da moda, os fãs da marca e do estilo começaram a esperar por novas silhuetas da The North Face.


A TNF vive agora uma fase de estagnação parecida com a da sua colega Timberland. A dona da Yellow Boot viveu uma temporada de quase esquecimento, pois, segundo muitos consumidores, a empresa se acomodou em uma única peça e, ainda por cima, não adotou o estilo da nova clientela.
Em comparação, a Carhartt, que foi radicada como uma marca de roupas para construção civil, carpintaria e afins, soube se adaptar aos consumidores e se inseriu no mercado de moda com novas propostas e coleções fashionistas. A The North Face, por sua vez, se apoiou nas criações clássicas e apenas recriou os modelos em colaborações.

Acontece que, tanto a The North Face quanto a Timberland, fazem parte do mesmo conglomerado, o VF Corporation, que parece manter o catálogo de suas marcas presos apenas aos produtos que fizeram sucesso anteriormente. Outras marcas de nome que fazem parte do grupo são Kipling, Dickies e Vans — que, depois de anos, voltou a entregar lançamentos diferenciados.
Um dos sinais de que o conglomerado possa estar “preso no tempo” pode ser a venda da Supreme, que também fez parte do grupo de 2020 a 2024. Na primeira coleção da Supreme como parte da EsssilorLuxotica, nova proprietária da etiqueta, a marca foi capaz de entregar uma coleção que retirou suspiros dos fãs.


Agora, a The North Face está entrando em uma nova fase, já que, para abrir 2025, a marca retornou com uma série de lançamentos. Em janeiro, a label liberou uma coleção temática para o Ano Novo chinês que, apesar de replicar o que já conhecemos, trouxe novas estampas e não se apoiou em outra colaboração para agradar.
Também está sendo vista com bons olhos uma prévia liberada pela Aimé Leon Dore — uma das marcas mais quentes do streetwear nova iorquino — que sugere uma parceria inovadora com a The North Face.
