
Ilca Maria EstevãoColunas

Taylor Swift se manifesta após ser acusada de copiar logo de loja de roupas
Produtos do novo álbum da cantora, Folklore, teriam o mesmo design e o nome do e-commerce de moda africana The Folklore
atualizado
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Boa parte dos artistas musicais e bandas lançam produtos promocionais para acompanhar a divulgação de singles e discos. Taylor Swift, por exemplo, fez isso com o álbum Folklore, que pegou o público de surpresa no último dia 24. No entanto, um detalhe específico da linha de merchandising do disco gerou uma pequena controvérsia com a loja virtual de roupas e acessórios The Folklore. Na opinião da proprietária do e-commerce, o uso da frase “the folklore” e o logotipo utilizado nos produtos seriam cópias de sua marca. A equipe da cantora respondeu imediatamente e, nessa quinta-feira (30/7), a própria cantora se manifestou sobre o assunto.
Vem comigo saber o que houve!

Acusação de cópia
No último fim de semana, a fundadora da plataforma The Folklore, Amira Rasool, notou as semelhanças entre o logotipo e as etiquetas dos produtos de Swift e fez uma publicação no Instagram, alegando que se trataria de uma cópia. Um desses exemplos seria um cardigã, que aparece o videoclipe Cardigan, com uma etiqueta que mostrava a expressão “the folklore album” (o álbum Folklore). O post foi feito no mesmo dia em que o disco saiu.
“Esta manhã, percebi que a musicista Taylor Swift está vendendo mercadorias para acompanhar seu novo álbum Folklore. Atualmente, ela está vendendo produtos com as palavras The Folklore impressas neles. Com base nas semelhanças do design, acredito que o designer de merch [da equipe da cantora] copiou o logotipo da minha empresa”, escreveu.
Rasool, que é uma mulher negra, afirmou que resolveu compartilhar isso para mostrar como grandes empresas e celebridades costumam copiar o trabalho de pequenos negócios, especialmente aqueles comandados por minorias. Vale destacar que a The Folklore se descreve como “uma loja conceitual on-line que entrega as principais marcas de designers contemporâneos da África e da diáspora”.
Ao InStyle, a CEO contou que um amigo a alertou sobre os produtos. A princípio, ela não havia associado o disco à sua marca, por considerar “folklore” uma palavra bem comum. “Espere, espere. Taylor Swift, uma coisa é usar o nome, mas estamos roubando os logotipos das mulheres negras também?”, publicou Rasool no Twitter.
Outro detalhe que chamou a atenção de Rasool foi o fato de seu site ser um dos principais resultados da palavra “folklore” no Google. Por isso, seria difícil que a equipe da cantora não tivesse visto a semelhança. Ela não acha que tenha sido um erro da própria artista, mas acredita que o fato de ela lucrar com isso também a responsabiliza.
O site multimarcas The Folklore, cuja marca foi registrada em 2018, funciona em Nova York e vende peças oriundas de países como África do Sul, Nigéria, Gana, entre outros. Além de plataforma de e-commerce, a iniciativa funciona como showroom de atacado para marcas africanas.





Resposta da equipe e da cantora
Incomodada com a situação, Amira Rasool pediu para seu advogado, Eric Ball, acionar a equipe de Taylor Swift, que respondeu imediatamente à situação e conversou com a empresária na última segunda-feira (27/7). A 13 Management emitiu um comunicado para esclarecer o problema e a medida tomada para resolvê-lo.
“Ontem, fomos informados de uma reclamação de que o uso específico da palavra ‘the’ [que, neste caso, significa o artigo ‘o’, em português] antes de ‘Folklore album’ em algumas mercadorias do álbum Folklore era motivo de preocupação. Absolutamente nenhum produto usando ‘the‘ antes dessas palavras foi fabricado ou enviado”, informou.
Na mesma declaração, a empresa se comprometeu a honrar o pedido “imediatamente” e e disse que irá comunicar aos clientes sobre a alteração no design. Desde terça-feira (28/7), todos os produtos mostram apenas a expressão Folklore Album. Amina Rasool agradeceu pelo posicionamento, que considerou “um ótimo passo”. Além disso, afirmou que estava em contato com a equipe da cantora para recorrer com a situação de agora em diante.
“Eu parabenizo a equipe de Taylor por reconhecer os danos que a mercadoria causou à marca da minha empresa. Reconheço que ela tem sido uma forte defensora das mulheres que protegem seus direitos criativos, por isso foi bom ver que sua equipe está na mesma página”, publicou no Twitter.
Já nessa quinta-feira (30/7), foi a vez de a própria cantora se manifestar sobre o assunto, respondendo a um dos tuítes da empresária. “Amira, admiro o trabalho que você está fazendo e fico feliz em contribuir com sua empresa e apoiar o Conselho de Negros na Moda (Black in Fashion Council), (que lança em 3 de agosto) com uma doação”, publicou.
A organização, vale destacar, terá Amira Rasool como membro do conselho administrativo. O objetivo da instituição é “representar e garantir o avanço dos negros na moda e na beleza”. “Novamente, gostaria de agradecer a todos por todo o apoio que recebi nos últimos dias. Este assunto foi resolvido e estou ansioso para continuar a expandir meus negócios na The Folklore e contribuir para o avanço dos negros na moda”, informou ela pelo Instagram.




Problemas anteriores
Alguns anos atrás, Taylor Swift passou por uma situação parecida. Como se sabe, 13 é o número da sorte da cantora. Por isso, ela chegou a comercializar camisetas com a frase “Lucky 13” para o Dia de São Patrício. Porém, essa expressão era uma marca registrada da empresa Blue Sphere há mais de 20 anos.
A companhia processou Swift por uso indevido de marca, em maio de 2014, alegando que ela estaria “usando de sua própria sensualidade” para atingir um público parecido com o da Blue Sphere. Depois do burburinho, as duas partes entraram em um acordo, em novembro de 2015.
Para se prevenir de situações como essa, na época, a norte-americana chegou a entrar com pedido de registro de marca de vários trechos de suas canções. Dessa forma, o uso de algumas frases de faixas, como Shake It Off, seria uma exclusividade dela, vetado em qualquer outro produto que não fosse da cantora.



O cardigã
Recentemente, várias celebridades receberam o cardigã de Taylor Swift, como parte da divulgação do single Cardigan e do álbum. Entre elas, os cantores Troye Sivan, Halsey e a uma das filhas de Kobe Bryant, Natalia. Entretanto, a versão recebida por eles não continha a frase “the folklore album”, apenas uma etiqueta com o nome da intérprete do disco.
Colaborou Hebert Madeira
